Estudo quer conhecer e prevenir comportamentos aditivos nos Açores

Estudo quer conhecer e prevenir comportamentos aditivos nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   20 de Jul de 2017, 18:48

Um estudo para conhecer e prevenir os comportamentos aditivos nos Açores deverá estar concluído em julho do próximo ano, anunciou o secretário regional da Saúde, à margem da primeira reunião do grupo de trabalho que o vai desenvolver.


"A Universidade dos Açores, com uma equipa de cinco investigadores, vai avançar com o estudo sobre a caracterização dos comportamentos aditivos na região", afirmou Rui Luís aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, à margem da primeira reunião com o grupo de trabalho da Universidade dos Açores que vai desenvolver o trabalho.

Rui Luís explicou que o trabalho vai permitir conhecer "duas áreas que estão por estudar", uma são os fatores de risco, ou seja, "o que leva os jovens em cada um dos territórios a ter esses comportamentos e dependências", outra é a aferição dos fatores protetores que podem "servir de escudo para não entrarem nesta área", explicou.

O governante adiantou que a equipa vai "realizar 18 focos grupo nas nove ilhas dos Açores, dois por ilha com os principais 'players' relacionados com esta temática", seguindo-se após esta primeira análise "um questionário que vai ser aplicado nas escolas da região a crianças [e jovens] entre os 14 e os 21 anos de idade".

"O que pretendemos, além dessa caracterização, é que depois daqui saiam propostas concretas de como agir em cada um dos territórios", esclareceu, realçando que tal não significa "medidas globais iguais para todos, mas consoante a situação em cada uma das ilhas".

Segundo o secretário regional da Saúde, o estudo contempla o consumo de substâncias ilícitas e lícitas, como o álcool e o tabaco, notando que são "das maiores taxas de prevalência" que existem nos Açores e que "dão origem a muitas doenças crónicas".

"Sabemos também que a questão do álcool é um caminho para as [substâncias] ilícitas", referiu ainda, adiantando que o trabalho vai debruçar-se sobre as "dependências da modernidade, que são os jogos, a Internet", entre outras.

Rui Luís sublinhou que "a ideia é percorrer todas as faixas etárias" e "perceber em cada ilha as razões para cada uma das faixas etárias iniciar ou manter-se nestas dependências".

O estudo sobre comportamentos aditivos e dependências, cujo relatório preliminar deverá estar pronto em fevereiro, resulta de um projeto de resolução apresentado pelo Bloco de Esquerda em janeiro no parlamento dos Açores, tendo sido aprovado por unanimidade.

A proposta visava a problemática da toxicodependência, mas o âmbito do estudo foi alargado a outros comportamentos aditivos, como o álcool, o tabaco, o jogo e a Internet.

O documento vai incluir a caracterização do perfil dos consumidores, da idade ao género, escolaridade, padrões de consumo e condições socioeconómicas.

O grupo de trabalho é liderado por Célia Carvalho, investigadora da Universidade dos Açores.



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