Japão

Estudo põe em causa existência de um milhar de japoneses com mais de 150 anos


 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Set de 2010, 18:46

Entre os cerca de 230 mil japoneses referenciados nas conservatórias como sendo centenários ainda vivos, 1000 contabilizam mais de 150 anos, indica um estudo esta sexta-feira  divulgado, que coloca em causa a credibilidade dos registos do Estado.
Os nomes das 234 353 pessoas referidas no estudo constam nos registos municipais, que não são consideradas nas estatísticas demográficas e nacionais da Segurança Social do Japão.

O estudo foi realizado no início do verão pelo Departamento de Justiça, após terem sido descobertos vários corpos de pessoas idosas, falecidas há muito tempo, em casa dos respectivos familiares.

Ao esconderem os corpos dos seus ascendentes e não comunicarem a respectiva morte, estas famílias japonesas continuavam a receber as pensões de reforma dos familiares.

O passo seguinte consiste em eliminar da lista os nomes das pessoas com mais de 120 anos, se a sua existência não pode ser confirmada.

A investigação das autoridades começou em Julho passado, logo após a descoberta do cadáver mumificado de um homem morto há mais de 30 anos, deitado na respectiva cama.

Desde então, a polícia e os serviços sociais têm-se esforçado em procurar mais casos idênticos de centenários que oficialmente estão vivos.

No final de Agosto passado, os restos mortais de uma mulher supostamente com 104 anos foram encontrados dentro de uma mochila, na casa do filho, que os guardava há mais de 10 anos.

A sucessão destes casos pôs em causa a veracidade dos dados das autoridades japonesas, em matéria de longevidade.

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