Estado Islâmico apela ao assassínio de "infiéis ocidentais"


 

Lusa/AO online   Internacional   22 de Set de 2014, 11:28

O Estado Islâmico apelou aos muçulmanos através da internet para matarem os cidadãos ocidentais que se encontram envolvidos na formação da coligação internacional contra os extremistas no Iraque.

“Mata um infiel, americano ou europeu – especialmente um rancoroso e imundo francês – ou um australiano ou um canadiano, cidadãos dos países que participam na coligação internacional contra o Estado Islâmico. Confia em Deus e mata-o”, afirmou Abu Mohamed al-Adnani, porta-voz do grupo extremista, numa mensagem difundida em várias línguas.

“Mata o infiel, seja civil ou militar”, disse ainda o porta-voz do Estado Islâmico na mesma mensagem difundida através da internet.

Os aviões de combate dos Estados Unidos e da França têm como missão o bombardeamento contra posições do Estado Islâmico no Iraque.

Paris e Washington procuram também apoios para a formação de uma coligação internacional contra o Estado Islâmico, grupo extremista que, segundo o ocidente, está a tornar-se numa ameaça a nível global.

Os extremistas islâmicos, que proclamaram o califado no Iraque e na Síria, controlam territórios nos dois países.

O grupo, apontado como o mais violento e poderoso da “jihad” moderna, executou centenas de iraquianos e sírios, assim como reféns ocidentais e a campanha de terror que leva a cabo já provocou a fuga de mais de um milhão de civis que foram obrigados a abandonar os locais de residência por questões de segurança.

O apelo à violência, emitido hoje em árabe mas com transcrições em inglês, francês e hebraico, é acompanhado de instruções sobre a forma como podem ser executados os assassínios sem que seja necessário o recurso a equipamento militar.

“Esmaga-lhe a cabeça com uma pedra, ou esfaqueia-o, ou passa-lhe com um carro por cima, ou atira-o de um local alto, ou estrangula-o, ou envenena-o”, refere o porta-voz do Estado Islâmico na mensagem.

Adani pede também aos militantes do Estado Islâmico na península do Sinai, no Egito, para “cortarem o pescoço” a todos os que defendem o Presidente egípcio, Adbel Fattah al-Sisi.

“Americano, aliado dos americanos e cruzados, agora tudo é muito mais perigoso do que alguma vez imaginaram e maior do que aquilo que alguma vez previram”, disse ainda o porta-voz.

“Nós avisamos que atualmente estamos numa nova era, é a era do Estado Islâmico, onde os soldados e os filhos deles são líderes e não escravos”.


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