Espetáculos com mais sessões e espetadores e menos receitas de bilheteira


 

Lusa/AO Online   Economia   23 de Dez de 2014, 12:03

Os espetáculos ao vivo em Portugal tiveram em 2013 um aumento de 6,6% nas sessões e de 1,7% nos espetadores, mas uma diminuição nas receitas de bilheteira de 8,5%, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

De acordo com as estatísticas para a cultura hoje publicadas, no ano passado registaram-se 29.385 sessões de espetáculos ao vivo, 8,9 milhões de espetadores, e receitas de 60 milhões de euros, menos 8,5% do que em 2012.

Dos 8,9 milhões de espetadores dos espetáculos ao vivo em Portugal menos de metade pagou bilhete (3,8 milhões).

Ainda segundo o INE, face ao ano anterior verificou-se também um acréscimo no número de bilhetes vendidos (9,7%), mas uma diminuição no preço médio por bilhete, de 19 euros para 15,9 euros.

De todas as modalidades de espetáculos, o teatro continuou a apresentar maior número de sessões (42% do total), mas foram as modalidades de música que registaram mais espetadores (4,3 milhões) e receitas de bilheteira (41,3 milhões de euros), a que correspondeu um preço médio por bilhete de 22,4 euros.

O INE aponta ainda que das modalidades de música continuaram a destacar-se os concertos de música rock/pop, aos quais assistiram 1,8 milhões de espetadores, gerando receitas de bilheteira no valor de 26,4 milhões de euros (menos 31,6% face ao ano anterior).

Este valor continua ainda a representar quase metade (44%) do total das receitas de todas as modalidades de espetáculo analisadas pelo INE.

Relativamente aos espetadores, seguem-se as modalidades multidisciplinares (963,6 mil), outro estilo de música (864,4 mil) e a música popular e tradicional portuguesa (683 mil).

As modalidades de espetáculo com menor número de espetadores foram a ópera (70,9 mil), recitais de coros (87,2 mil) e o jazz/blues (147 mil).

Quanto ao preço médio do bilhete de ingresso, os concertos de música rock/pop registaram o preço médio mais elevado (30,4 euros), seguindo-se o circo (23,7 euros), ópera (19,1 euros) e jazz/blues (17,7 euros).

As modalidades que praticaram o preço médio mais baixo foram o folclore (4,2 euros) e os recitais de coros (4,6 euros).

Segundo o INE, no que respeita ao preço médio do bilhete das modalidades de espetáculos consideradas, evidenciaram-se a região de Lisboa (20 euros), Alentejo (15,6 euros) e Algarve (14,1 euros) com os preços médios mais elevados.

Os espetáculos ao vivo realizaram-se maioritariamente no período noturno (63,6% das sessões tiveram início após as 18:00) com 70,2% do total de espetadores, e mais de três quartos (76,6%) do total das receitas de bilheteiras.

Por região, destacaram-se Lisboa e o Norte, que concentraram 61,3% e 28,4% das receitas totais, e 35,7% e 32,8% de espetadores, respetivamente.



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