Espanha vai iniciar sistema de formação em biossegurança

Espanha vai iniciar sistema de formação em biossegurança

 

Lusa/AO online   Internacional   14 de Out de 2014, 18:47

As autoridades sanitárias espanholas vão iniciar um novo sistema de formação em biossegurança, extensivo a todo o Sistema Nacional de Saúde, que permita responder melhor ao vírus do Ébola e a outras doenças infeciosas.

 

O anúncio foi feito por Antonio Andreu, diretor-geral do Hospital Carlos III, depois da reunião diária do Comité Cientifico que acompanha a crise do Ébola em Madrid, que decorreu no Palácio da Moncloa, sede do Governo.

Para o caso do Ébola, explicou, o programa de formação vai centrar-se na Escola Nacional de Saúde, com “módulos específicos para os funcionários sanitários do complexo hospitalar La Paz-Carlos III”, onde está internada a auxiliar espanhola Teresa Romero, infetada com o vírus.

Destina-se tanto aos que já estão envolvidos no tratamento como aos que se juntarão a esse tratamento no futuro próximo.

Andreu explicou que além de responder à questão imediata da doença de Teresa Romero - o primeiro caso de contágio da doença fora de África - o Comité Cientifico quer aplicar medidas que “enfrentem de forma decisiva” o surto.

“O nosso sistema sanitário, como o de todos os países europeus, deve estar adequadamente preparado para a possibilidade de que no futuro tenhamos novos casos nos países desenvolvidos”, disse.

“Isso deve-se a que o surto em África tem um nível de gravidade importante e, até que não se comece a reduzir o surto, temos que preparar-nos para a possibilidade de ter casos importados. E para isso o nosso sistema deve estar totalmente preparado”, afirmou.

Para a formação serão incorporados formadores de todos os sistemas sanitários das várias comunidades autónomas que serão, posteriormente, “formadores nos seus próprios pontos focais.

Estarão envolvidos ainda especialistas da proteção civil, da saúde militar e dos serviços epidemiológicos de Madrid, com o apoio de especialistas dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), que “têm experiência muito importante em surtos provocados por vírus hemorrágicos, incluindo o Ébola”, disse Andreu.

Serão ainda elaborados guias formativos específicos dirigidos a outros profissionais “que se consideram relevante”, como elementos das forças de segurança ou dos serviços de limpeza.

Todo o processo será realizado a pensar também na cooperação internacional, disse, podendo contribuir para que outros países estejam mais prevenidos para responder à doença.

“E assim, entre todos, avançar no combate a esta doença”, disse ainda.



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