Escudo não deve valorizar para os colecionadores

Escudo não deve valorizar para os colecionadores

 

Lusa/AO online   Nacional   29 de Dez de 2017, 09:16

O secretário da Associação Numismática de Portugal (ANP), Rui Monteiro, disse hoje à Lusa que o escudo não deve valorizar para os colecionadores, tendo em conta a quantidade disponível no mercado.

“Penso que muitas pessoas guardaram as notas por uma questão afetiva […] e agora vão optar por trocá-las. A nota, sob o ponto de vista numismático, não vai valorizar muito porque há uma grande quantidade no mercado”, considerou.

Rui Monteiro indica que é possível até que as notas de escudo desvalorizem, após terminar o prazo estipulado pelo Banco de Portugal (BdP) para efetuar a troca por euros.

“As notas [de escudo] mais desgastadas, se calhar, até vão desvalorizar, a partir do momento em que ela deixa de ser possível de trocar. Há mais espécimes que colecionadores”, destacou.

O representante da associação de numismáticos destaca ainda que não há motivos para que os portugueses não estejam informados sobre a possibilidade de efetuar a troca das notas de escudo.

“É até uma injustiça para a instituição [Banco de Portugal] quando as pessoas afirmam que não foram informadas. Como é do bom caráter português, deixamos tudo para a última e as pessoas não estiveram, até agora, preocupadas em trocá-las”.

A Associação Numismática de Portugal foi fundada em 1973 e conta com cerca de 280 associados.

O prazo para troca de cinco chapas de notas de mil, dois mil, cinco mil e dez mil escudos termina hoje, continuando em posse do público 4,2 milhões destas notas, no valor de 46,6 milhões de euros.

Segundo adiantou à agência Lusa fonte do Banco de Portugal (BdP), estas cinco chapas de notas de escudo destas quatro denominações que no final de novembro ainda se encontravam em posse do público prescrevem em 1 de janeiro de 2018, "o que significa que deixam de poder ser trocadas por euros", sendo 29 de dezembro (inclusive) a data limite para troca nas tesourarias do banco central.

Em causa estão 2,7 milhões de notas de mil escudos-chapa 12 com a efígie de Teófilo Braga, 500 mil notas de dois mil escudos-chapa 1 com a efígie de Bartolomeu Dias, 700 mil notas de cinco mil escudos-chapas 2/2A com a efígie de Antero de Quental e 200 mil notas de dez mil escudos-chapa 1 com a efígie de Egas Moniz.

Todas estas notas foram retiradas de circulação em 31 de dezembro de 1997, sendo que as notas de mil escudos-chapa 12 entraram em circulação em 4 de agosto de 1988, as notas de dois mil escudos-chapa 1 circularam a partir de 23 de outubro de 1991, as notas de cinco mil escudos-chapa 2 e chapa 2A entraram em circulação em 28 de setembro de 1987 e em 30 de março de 1989, respetivamente, e as notas de dez mil escudos-chapa 1 se estrearam em 2 de outubro de 1989.



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