Escolha da palavra "Refugiado" revela atitude de acolhimento, respeito e empatia


 

Lusa/AO Online   Nacional   4 de Jan de 2016, 09:46

Rui Marques, que lidera a Plataforma de Apoio aos Refugiados, saudou hoje os portugueses pela escolha de "Refugiado" como a palavra do Ano 2015, lembrando que esta opção revela uma "atitude de acolhimento, respeito e empatia".

 

A escolha da Palavra do Ano 2015 foi feita através de votação “online” durante o mês de dezembro, tendo participado mais de 20 mil cibernautas, dos quais 31% votaram na palavra "Refugiado", segundo dados avançados pelo grupo Porto Editora, que organiza a iniciativa desde 2009.

A escolha dos portugueses deixa “implícita uma atitude de abertura, de acolhimento, respeito, de empatia e capacidade de perceber o drama” dos refugiados, sublinhou Rui Marques em declarações à agência Lusa.

“Queria saudar a escolha dos portugueses ao terem dado relevância a este tema e a esta palavra porque sublinha a dimensão humana desta tragédia. Quando falamos de refugiados, falamos de pessoas, de histórias concretas, de situações de sofrimento, mas também de uma enorme resiliência, de uma procura de esperança e da capacidade de lutar pelo seu futuro”, acrescentou.

Para Rui Marques, esta opção mostra que “os portugueses são sensíveis a este tema e quiseram colocá-lo como tema do ano de 2015”.

À palavra "Refugiado" seguiu-se, em segundo lugar, com 17% dos votos, o vocábulo "Terrorismo" e, em terceiro, com 16% de 'cliques', "Acolhimento".

Rui Marques entende que “teria sido uma triste notícia se os portugueses tivessem escolhido “Terrorismo”, porque significaria que estavam completamente reféns do medo e do impacto negativo que o terrorismo teve e tem em todos nós”.

Agora, diz que “gostava que a escolha da palavra “Refugiado” pudesse, ao longo de 2016, evoluir para a escolha de “Acolhimento”.

No início de dezembro, quando apresentou o vocábulo "Refugiado" para fazer parte da lista das dez palavras a concurso, a Porto Editora realçou o contexto sociopolítico, designadamente "o incremento de conflitos armados e a rápida desestruturação social nos países do Médio Oriente, particularmente na Síria, [que] originou um êxodo massivo de pessoas que, deixando tudo para trás, na esperança de encontrarem um futuro melhor na Europa, arriscam a vida em processos migratórios altamente perigosos, e que muitas vezes têm um final trágico".



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