Escolas profissionais reúnem-se hoje com dívida de 50 ME do Estado na agenda


 

Lusa/AO Online   Nacional   12 de Dez de 2014, 05:27

A Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO) reúne-se esta sexta-feira em assembleia geral para debater o atraso nos pagamentos do Estado a estas escolas, que estão a pôr em causa pagamentos de salários e subsídios aos alunos.

 

Apesar de já ter recebido por parte do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) a indicação de que tinha sido encontrada uma solução que permitiria desbloquear os cerca de 50 milhões de euros, o presidente da ANESPO, José Luís Presa, disse à Lusa temer que o dinheiro já não chegue antes do final do ano, pondo em causa ordenados dos professores e funcionários e subsídios dos alunos.

“Os salários estão em risco porque dificilmente o dinheiro vai chegar antes do fim-do-ano”, alertou, explicando que primeiro têm de ser realizadas as audiências prévias em que as escolas são informadas sobre os valores a receber, seguindo-se a assinatura dos contratos de financiamento e, só depois de assinados os contratos, “é que é acionado o sistema, o que demora ainda entre uma semana a 15 dias”.

À Lusa, Luís Presa lembrou que enquanto o dinheiro não chega às escolas a solução passa por recorrer à banca, mas “a grande maioria não tem margem de manobra para ir à banca”.

A reunião da assembleia geral da ANESPO decorre ao início da tarde de hoje, pelas 14:15, na Escola Tecnológica, Artística e Profissional de Pombal.

Segundo a associação, as escolas profissionais envolvem cerca de 35 mil alunos, milhares de professores, formadores, pessoal auxiliar e administrativo.

Os casos mais graves verificam-se no Norte, na região centro e no Alentejo. De acordo com a ANESPO, as escolas são financiadas pelo Estado português e por fundos europeus, não resultando o problema de falta de verbas, mas de “falta de informação e de articulação entre departamentos governamentais”.


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