Erupção do vulcão chileno Calbuco obrigou a retirar mais de 4 mil pessoas

Erupção do vulcão chileno Calbuco obrigou a retirar mais de 4 mil pessoas

 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Abr de 2015, 18:32

Mais de 4 mil pessoas foram retiradas de casa até ao momento na sequência da dupla erupção do vulcão chileno Calbuco, que estava sem atividade há mais de meio século, informaram hoje fontes locais oficiais.

 

O vulcão, localizado na região de Los Lagos (sul do Chile), entrou na quarta-feira de forma inesperada em erupção, lançando uma enorme coluna de fumo e de cinzas, mas também rochas.

As autoridades chilenas decretaram o estado de emergência por catástrofe, um alerta sanitário e a suspensão de todas as aulas em toda a região de Los Lagos.

As mesmas fontes também informaram que até à data não foram registados mortos, existindo apenas a indicação de um desaparecido, um jovem alpinista que se encontrava na área com um grupo de amigos.

A Presidente do Chile, Michelle Bachelet, reconheceu hoje que a erupção do Calbuco, situado cerca de 1.000 quilómetros a sul da capital Santiago do Chile e a 2.015 metros acima do nível do mar, gerou uma situação pior do que a provocada, em março passado, pela erupção do vulcão Villarica, também localizado na região sul.

"Isto é mais grave do que o Villarrica", vulcão que entrou em erupção em 03 de março e obrigou a retirar da zona 3.385 pessoas.

Michelle Bachelet viaja hoje para a cidade de Puerto Montt, uma das mais afetadas pela erupção do Calbuco, para reunir-se com os agricultores daquela zona e visitar alguns dos 11 centros de acolhimento que estão a receber os desalojados.

A chefe de Estado chilena informou que, segundo os dados fornecidos pelos organismos especializados, a atividade do vulcão continua a ser vigiada, mantendo-se em vigor a medida de evacuação preventiva de 20 quilómetros em redor do vulcão.

"Foram destacadas equipas aéreas e terrestres para observar as condições vulcanológicas, mas também para localizar pessoas ou grupos de pessoas que possam estar isolados", acrescentou Bachelet.

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