EPAL nega vender água mais barata a Lisboa do que aos municípios limítrofes


 

Lusa / AO online   Nacional   9 de Jan de 2010, 11:59

A Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) negou hoje estar a vender água mais barata para a cidade de Lisboa do que para os concelhos limítrofes, e acusou o presidente de uma associação de de municípios de “distorcer a realidade” ao fazer a acusação.

“O presidente da AMEGA (Associação de Municípios para Estudos e Gestão da Água) está a faltar à verdade. Nunca fizemos discriminação nenhuma. Além disso, quem aprova os preços não somos nós, mas sim Direcção-Geral de Actividades Económicas”, referiu à agência Lusa um porta-voz da EPAL.

Em causa estão as críticas dirigidas na sexta-feira pelo presidente da (AMEGA) à EPAL, Carlos Teixeira, que considerou que o aumento do preço da água proposto pela empresa é injusto e penaliza os municípios limítrofes de Lisboa.

Segundo Carlos Teixeira, a EPAL vende a água a 47 cêntimos o metro cúbico a municípios como Loures, Odivelas, Vila Franca de Xira, Sintra Oeiras, Cascais e Amadora e ao concelho de Lisboa por 16 cêntimos, uma situação considerada pelo presidente da AMEGA como discriminatória.

“Isso é falso. O senhor presidente refere o valor de 16 cêntimos, mas esquece-se de dizer que esse valor diz respeito apenas ao valor mínimo que taxamos pelos primeiros cinco metros cúbicos, no qual não está incluído o valor da cota de serviço. Se juntarmos os dois, o valor final a pagar já será superior a um euro por metro cúbico”, contrapôs o porta-voz.

A EPAL, que fornece água a 35 concelhos da margem norte do rio Tejo, considera ainda que “o aumento do preço da água é inevitável tendo em conta os investimentos realizados pela empresa”.

“Desde 2006 investimos 255 milhões para optimizar as redes e melhorar a qualidade da água. Para conseguir realizar essas obras temos de ter capital”, justifica o representante da empresa.


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