Entremuralhas leva a Leiria nomes da música independente

Entremuralhas leva a Leiria nomes da música independente

 

Lusa/AO online   Nacional   25 de Ago de 2017, 10:56

Dezasseis nomes da música independente mundial, do industrial ao fado, marcam a edição de 2017 do festival Entremuralhas, que começou na quinta-feira, com destaque para a presença de alguns nomes históricos no Castelo de Leiria.

A oitava edição do festival decorre até sábado, levando 16 bandas de dez nacionalidades aos três palcos instalados no monumento. Mas, subitamente, transformou-se "num desafio para a própria organização", admite Carlos Matos, da associação Fade In.

"Depois da morte de Peter Principle e o consequente cancelamento do concerto dos Tuxedoomon [substituídos pelos Atari Teenage Riot], fomos confrontados, a menos de uma semana do evento, com mais duas contrariedades", afirmou.

Nos últimos dias, com a máquina do festival em grande andamento, problemas de saúde dos mentores dos germânico-britânicos Twa Corbies e dos ingleses Darkher resultaram em mais dois cancelamentos.

"A resposta da Fade In a estas vicissitudes foi sempre rápida e de grande arrojo", sublinha o elemento da organização, notando que a ausência dos Tuxedomoon levou à "contratação dos não menos históricos germânicos Atari Teenage Riot".

Para as vagas de Twa Corbies e Darkher entraram o italiano Simone Salvatori, "mentor e vocalista dos Spiritual Front", e Paulo Bragança, um artista por quem nutrem "uma enorme admiração".

Em 2017, apesar dos contratempos de última hora, a organização do Entremuralhas destaca "a excelência do cartaz", que inclui várias estreias, como "a dos míticos canadianos Front Line Assembly, do cada vez mais emergente projeto gaulês Perturbator e da sueca Nicole Sabouné".

Carlos Matos realça também "o regresso dos lendários britânicos In The Nursery" e a presença "de um dos nomes mais icónicos da cena alternativa nacional: Pop Dell'Arte".

De regresso a Portugal estão também os Atari Teenage Riot, "uma banda emblemática e, de certa forma, polémica", mas há ainda que prestar atenção aos franceses Vox Low e Bärlin e aos norte-americanos Bestial Mouths, nota o programador.

Descrito inicialmente como gótico, o festival tem diversificado a oferta a diversos estilos musicais. Este ano chega ao fado, concretizando um sonho antigo da organização, através do convite a Paulo Bragança, que em 2017 regressa aos palcos nacionais depois de vários anos na Irlanda.

Para Carlos Matos, o Entremuralhas está "a entrar na fase adulta" e, por isso, apresenta algumas novidades, como o reforço de preocupações ecológicas no Castelo de Leiria e a oferta de serviço de 'babysitter'. A organização abdicou também da faixa de promoção na fachada do castelo.

"Sempre tivemos uma grande preocupação social e ambiental, mas este ano quisemos reforçar e tornar mais visíveis essas nossas vertentes", sublinhou, recordando a "fórmula" do festival.

Desta, forma a organização pretende "ter uma programação cirúrgica e continuar a respeitar ao máximo o majestoso monumento nacional que acolhe" o festival, com uma declaração: "Esse é um compromisso de princípio do qual jamais abdicaremos".

O festival Entremuralhas convida 16 bandas, nove das quais atuam primeira vez em Portugal.

Ramos Dual (Espanha), Bestial Mouths (Estados Unidos da América), Position Parallèle (França) e Pop Dell`Arte (Portugal) foram os concertos apresentados na quinta-feira.

Simone Salvatori (Itália), Perturbator (França), Vox Low (França), In The Nursery (Inglaterra), Bärlin (França) e Dear Deer (França) sobem aos palcos do festival hoje.

No último dia do Entremuralhas, sábado, há concertos de Front Line Assembly (Canadá), Nicole Sabouné (Suécia), Atari Teenage Riot (Alemanha), Paulo Bragança (Portugal), Selofan (Grécia) e Àrnica (Espanha).


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