Entre seis a 20 anos de prisão para 46 acusados num processo por corrupção em Roma

Entre seis a 20 anos de prisão para 46 acusados num processo por corrupção em Roma

 

Lusa/AO online   Internacional   20 de Jul de 2017, 13:53

Os 46 acusados do caso “Mafia Capital”, a rede criminosa que atuava no âmbito empresarial e político em Roma, foram condenados a penas entre seis e 20 anos de prisão, com cinco absolvições.

Na deliberação mais pesada, o tribunal de Roma condenou em primeira instância a 20 anos de reclusão Massimo Carminati, principal acusado do processo desta vasta rede criminal que infiltrou o município de Roma, mas a sentença não considerou que tivessem formado uma associação mafiosa.

Salvatore Buzzi, o braço direito de Massimo Carminati, foi sentenciado a 19 anos de prisão, declarou a presidente do tribunal, Rosanna Ianniello, durante a leitura do veredito.

Carminati, 59 anos, é um antigo militantes de extrema-direita, cego de um olho após uma troca de tiros com a polícia, e já condenado na década de 1980 por pertença a um grupo criminal.

Em abril, o procurador pediu 28 anos de prisão para Carminati e a confiscação de todos os seus bens.

Com 45 outros detidos, foi julgado a partir de 2015 por extorsão, corrupção e desvio de fundos públicos no âmbito desta vasta rede que operava com a cumplicidade de empresários corruptos e políticos pouco escrupulosos.

O seu braço direito, Salvatore Buzzi, era o patrão de uma cooperativa que trabalhava para o município de Roma, mediador entre o mundo político e o universo mais obscuro gerido por Carminati.

Buzzi, detido desde dezembro de 2014 à semelhança de Carminati, foi condenado a 30 anos de prisão pelo brutal assassinato de um cúmplice que o ajudou num caso de cheques roubados, mas ao fim de seis anos foi libertado por bom comportamento.

O procurador pediu que lhe fosse aplicada uma pena de 26 anos e três meses.

O tribunal não acatou o pedido do procurador e, sobretudo, fez cair a acusação de “associação mafiosa”, que teria agravado o veredicto dos dois homens e de 20 outros acusados.

A imprensa italiana batizou esta rede de “Mafia Capital” e desde o início se referia a uma associação que operava das mesma forma que as máfias do sul de Itália, como a Camorra, a Cosa Nostra ou a N'Dranghetta.

Entre as sentenças pronunciadas, sobressaem ainda os seis anos de prisão para Mirko Coratti, ex-presidente do Conselho municipal de Roma e membro do Partido Democrático, e os 11 anos de detenção para Luca Gramazio, ex-porta-voz do centro-direita na região de Lazio.



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