Engenheiros e enfermeiros com "bolsa de emprego" na Plataforma de Mobilidade Profissional Global


 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Mai de 2016, 08:08

Um portal na internet com uma função de "bolsa de emprego" para engenheiros e enfermeiros entra hoje em funcionamento, uma iniciativa das duas ordens, da Fundação Gulbenkian e do Alto Comissariado para as Migrações (ACM).

 

A entrada em funcionamento da página, Plataforma de Mobilidade Profissional Global, é assinalada numa cerimónia na Ordem dos Engenheiros, entidade segundo a qual a iniciativa se destina a “apoiar a contratação de portugueses com elevado grau de qualificação através da divulgação de oportunidades de trabalho em Portugal e no exterior”.

A Ordem, em comunicado, explica que numa fase inicial a página recebe candidaturas de migrantes licenciados ou pós-graduados em Engenharia e Enfermagem que estejam à procura de emprego, mas também de empresas nacionais e internacionais que precisem daqueles profissionais.

De acordo com o ACM, a Plataforma de Mobilidade Profissional Global integrará “múltiplas áreas de especialização profissional” (começa com engenheiros e enfermeiros) e vai funcionar “como uma bolsa de emprego e oportunidades”.

A plataforma pretende ainda estimular a ligação e o contacto entre profissionais residentes em Portugal e no estrangeiro e o contacto entre empregadores e profissionais, acompanhar os profissionais portugueses onde quer que estejam, promover a realização de estudos e debates e conhecer os recursos humanos qualificados, as suas competências e percursos, diz o ACM.

Acrescenta a Ordem dos Engenheiros que a iniciativa permite o registo do percurso dos profissionais portugueses, onde quer que trabalhem.

O bastonário, Carlos Matias Ramos, em entrevista à televisão SIC quando da apresentação da iniciativa, disse que não se sabe quantos engenheiros emigraram, sendo certo que nos últimos anos muitos o fizeram, devido à crise em Portugal, tendo 20 por cento dos licenciados pelo Instituto Superior Técnico (há seis anos) ido trabalhar para o estrangeiro.

“É preocupante que um país não perceba nem saiba onde estão esses profissionais, o que fazem e que valor acrescentado introduziram na sua formação própria com o desenvolvimento da atividade no estrangeiro”, disse, acrescentando que esse conhecimento pode ser muito útil para o desenvolvimento económico do país.

É que, justificou, com esta plataforma as empresas poderão ir procurar os profissionais que adquiriram mais conhecimento e que lhes poderão ser úteis. “A principal razão é conhecer, valorizar esse conhecimento e transferir esse conhecimento para as empresas”, disse.

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