Encontro nacional sobre ciência revela robô que remove minas e simulador de tsunamis


 

Lusa/AO Online   Nacional   4 de Jul de 2016, 07:37

Um robô para remoção de minas, um simulador de tsunamis ou um dispositivo portátil para medição de dados vitais de atletas são algumas das aplicações práticas da investigação portuguesa, patentes no encontro Ciência 2016, que começa hoje, em Lisboa.

O Ciência 2016 – Encontro com a ciência e tecnologia em Portugal, onde são esperados mais de 2.500 participantes, reúne cientistas de diferentes disciplinas e centros de investigação, assim como empresas e instituições de ensino superior, para debater e apresentar o que têm feito.

A sessão de abertura terá a participação do primeiro-ministro, António Costa, do comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, do ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, do presidente da comissão parlamentar de Educação e Ciência, Alexandre Quintanilha, e do presidente do Conselho Europeu de Investigação, Jean-Pierre Bourguignon.

O evento, que decorre até quarta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa, acontece ao fim de um interregno de cinco anos e é coorganizado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica - Ciência Viva, Academia das Ciências de Lisboa e comissão parlamentar de Educação e Ciência, com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior.

O programa da iniciativa, na qual é esperada a intervenção de ministros, deputados e oradores estrangeiros, inclui sessões paralelas sobre agricultura e cidades sustentáveis, comunicação de ciência, novas migrações, ciência polar, imagiologia, fabricação digital, inclusão social, descoberta de novos medicamentos, nanotecnologias, medicina regenerativa, exploração do espaço, inovação agroalimentar, investigação biomédica, novos materiais e robôs de nova geração, entre outras temáticas.

Durante o evento, com entrada livre, podem ser vistas aplicações práticas de projetos de investigação desenvolvidos em Portugal, como um robô para remover minas, ‘drones’ [aparelhos aéreos não tripulados] controlados por telemóveis e uma ferramenta matemática para simular a propagação de tsunamis.

O visitante ficará ainda a conhecer um dispositivo portátil para medição, em tempo real, de sinais vitais de atletas, por exemplo de ciclistas, quando colocado em bicicletas.

O dispositivo pode servir também, quando instalado no volante de um automóvel, para identificar a autenticidade do condutor e, eventualmente, impedir que o motor arranque, em caso de suspeita.

A lista de aplicações engloba robôs e jogos interativos para programas de exercício e reabilitação física, tecnologias para monitorização do stress e da fadiga em profissionais que prestam, nomeadamente, socorro e robôs interativos para terapia com crianças autistas.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, o Ciência 2016 "vai contribuir para estimular o debate sobre o futuro da ciência em Portugal", preparando o plano nacional de investigação e desenvolvimento, a apresentar em julho de 2017.


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