Encontro de suinicultores na Estrada Nacional 1 termina após ação pacífica

Encontro de suinicultores na Estrada Nacional 1 termina após ação pacífica

 

Lusa / AO online   Economia   9 de Jul de 2016, 10:56

Os suinicultores que ontem distribuíram sandes com carne de porco portuguesa aos automobilistas, na Estrada Nacional 1, junto ao Casal da Charneca, mantiveram-se no local num convívio pacífico que se prolongou até cerca das 22:30.

 

Os suinicultores concentraram-se na Estada Nacional 1 cerca das 13 horas e efetuaram, na zona do Casal da Charneca, no concelho de Alcobaça, uma distribuição de sandes de carne de porco portuguesa aos automobilistas que circulavam naquela via ao início da tarde.

Foi "uma ação de promoção da nossa carne visando mais uma vez chamar a atenção para a qualidade do nosso produto e para a necessidade de resolução dos problemas do sector", disse agência Lusa João Correia, do Gabinete de Crise da Suinicultura.

Esta ação contou com o apoio da GNR no ordenamento do trânsito, que registou "apenas o abrandamento das viaturas", disse Diogo Morgado, adjunto do comando do Destacamento da GNR das Caldas da Rainha.

Os suinicultores, que começaram por ser cerca de três centenas, concentraram-se depois num convívio que durou toda a tarde, embora já com apenas cerca de 80 pessoas, que se reuniram simbolicamente junto ao local onde, em abril passado, se registaram confrontos com a GNR e dois dos manifestantes acabaram por ser detidos.

Ao contrário do que aconteceu durante a distribuição das sandes, em que se concentraram na berma da Estrada Nacional 1 (também denominada IC2), durante o resto da tarde de convívio mantiveram-se dentro dos limites da propriedade de um dos suinicultores e afastados da via.

João Correia contou à Lusa que não se tratou de um protesto, mas sim de uma forma de apelar ao aumento do consumo da carne de porco portuguesa.

Aos jornalistas, os suinicultores adiantaram a intenção de realizar, na próxima semana, um plenário para discutir técnicas de produção utilizadas em explorações de outros países europeus às quais foram realizadas visitas de trabalho.

No plenário será também "discutido o trajeto que tem que ser feito para resolver a crise no setor" mas que, segundo o porta-voz do gabinete de crise, "passam agora mais por questões de organização do que por protestos".

De acordo com os suinicultores, o setor atravessa uma das maiores crises de sempre, com o preço ao produtor a atingir os valores mais baixos de toda a Europa, o que provocou no primeiro trimestre deste ano uma quebra de produção na ordem dos 40%.

Com perto de 14 mil explorações suinícolas (das quais cerca de quatro mil industriais) o setor representa um volume de negócios de 600 milhões de euros e garante cerca de 200 mil postos de trabalho.


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