Encontrados cerca de 30 corpos em barco de imigrantes no canal da Sicília


 

Lusa/AO Online   Internacional   30 de Jun de 2014, 06:51

Cerca de 30 corpos foram encontrados, esta madrugada, a bordo de um barco com imigrantes, no Canal da Sicília, que separa Itália da costa norte de África, de acordo com agências italianas, que citam a marinha e a guarda-costeira.

Os corpos foram descobertos quando as equipas de resgate subiram a bordo do pesqueiro que transportava cerca de 590 refugiados e/ou imigrantes, para proceder à retirada imediata dos mais necessitados, grupo em que se incluíam duas grávidas.

Uma operação para rebocar o barco, conduzida pelo Navio Grecale, da marinha italiana, estava em curso, pelo que se espera que a embarcação alcance Pozzallo, na zona de Raguse, localizada no sudeste da Sicília, durante o dia de hoje.

Aparentemente, de acordo com agências noticiosas, os imigrantes morreram asfixiados.

Esta não é a primeira vez que são descobertos corpos a bordo de embarcações sobrelotadas de imigrantes no Canal da Sicília, mas as autoridades italianas nunca se depararam com número tão elevado.

No ultimo fim de semana, mais de 1.600 imigrantes foram resgatados, segundo dados da marinha.

Encontrados cerca de 30 corpos em barco de imigrantes no canal da Sicília (ATUALIZADA)

Roma, 30 jun (Lusa) – Cerca de 30 corpos foram encontrados, esta madrugada, a bordo de um barco com imigrantes, no Canal da Sicília, que separa Itália da costa norte de África, de acordo com agências italianas, que citam a marinha e a guarda-costeira.

Os corpos foram descobertos quando as equipas de resgate subiram a bordo do pesqueiro que transportava cerca de 590 refugiados e/ou imigrantes, para proceder à retirada imediata dos mais necessitados, grupo em que se incluíam duas grávidas.

Uma operação para rebocar o barco, conduzida pelo Navio Grecale, da marinha italiana, estava em curso, pelo que se espera que a embarcação alcance Pozzallo, na zona de Raguse, localizada no sudeste da Sicília, durante o dia de hoje.

Aparentemente, de acordo com agências noticiosas, os imigrantes morreram asfixiados.

Esta não é a primeira vez que são descobertos corpos a bordo de embarcações sobrelotadas de imigrantes no Canal da Sicília, mas as autoridades italianas nunca se depararam com número tão elevado.

Só no último fim de semana, mais de 1.600 imigrantes foram resgatados pelas autoridades italianas, de acordo com dados da marinha.

Desde o início do ano, foram mais de 60 mil os imigrantes e refugiados que, fugindo a guerras e na busca por uma vida melhor, desembarcaram no sul de Itália, pelo que o recorde registado em 2011, quando o número de imigrantes atingiu os 63 mil na sequência da Primavera Árabe, deverá ser ultrapassado.

Estes resgates ocorrem no quadro da operação “Mare Nostrum”, lançada pela Itália no outono do ano passado, após dois naufrágios – um perto de Lampedusa e outro de Malta –, os quais fizeram pelo menos 400 mortos.

A operação “Mare Nostrum” custa à Itália cerca de 300 mil euros diários, pelo que Roma vem pedindo ajuda europeia para financiar as tarefas de vigilância do Mediterrâneo e o acolhimento dos imigrantes ilegais.


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