Encomenda de chapéus cresce entre os jovens que lhe alteraram "o uso clássico"

Encomenda de chapéus cresce entre os jovens que lhe alteraram "o uso clássico"

 

Lusa / AO online   Economia   21 de Jun de 2015, 12:48

A loja do Museu da Chapelaria recebe mais de 200 encomendas de chapéus anualmente e a diretora da instituição defende que a crescente procura desse acessório por parte dos jovens reflete uma alteração no seu uso clássico.

 

Celebrando 10 anos de atividade esta segunda-feira, o museu de S. João da Madeira vende modelos customizados de acordo com a medida e o gosto do cliente, e, embora metade das encomendas parta de confrarias e outras entidades que obrigam a traje oficial, há cada vez mais pedidos por outro tipo de comprador.

"Quando o museu abriu, os clientes da loja eram pessoas com mais de 50 anos, que procuravam um produto mais convencional", revelou à Lusa Suzana Menezes.

"Entretanto, a tendência tem vindo a alterar-se e os nossos clientes são agora cada vez mais jovens, alguns deles com 18 e 19 anos, e uma ideia muito precisa do que querem, para usar numa festa, numa ocasião especial ou numa saída à noite", acrescenta.

Para a responsável pelo museu, "isso significa que se alteraram as regras clássicas do uso do chapéu" e que ele se vem reafirmando aos poucos não como uma peça necessária, mas sim como "um acessório desejado".

Suzana Menezes realça, aliás, que as visitas guiadas ao museu permitem avaliar no público um "fascínio" generalizado por esse artigo de indumentária: "Há sempre alguém que não se sente confortável a usar um chapéu, mas a realidade é que toda a gente gosta deles".

Precisamente por isso, os serviços do Museu da Chapelaria são "consultados com regularidade por artistas e designers que procuram apoio técnico" na conceção desse produto e " não é por acaso que um reputado estilista nacional se está a preparar para incluir uma linha de 14 chapéus na sua nova coleção de outono e inverno".

Alguns clientes adquirem os modelos já em exibição na loja do museu, mas a maioria aguarda entre uma semana a "um mês ou dois" antes de receber o seu modelo, consoante o grau de dificuldade na obtenção dos materiais procurados.

"Um chapéu em tecido faz-se rapidamente, qualquer que seja a medida do cliente, mas, quando nos pedem um modelo para o qual já não há formas ou uma cor de feltro que não está em produção industrial nessa altura, perde-se muito tempo a contactar fornecedores e à espera do material", justifica Suzana Menezes.

A matéria-prima mais procurada é o feltro de coelho e os modelos com mais saída são três: o borsalino, "tanto para homem como mulher"; a cloche, para senhoras; e o chapéu de cowboy, particularmente apreciado por "praticantes de atividades outdoors, como caçadores", pela grande sombra que proporciona ao rosto.


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