Empréstimos às famílias caíram em agosto pelo 6º mês consecutivo

Empréstimos às famílias caíram em agosto pelo 6º mês consecutivo

 

Lusa/AO online   Economia   22 de Out de 2012, 14:54

Os empréstimos dos bancos às famílias caíram em agosto pelo sexto mês consecutivo, fixando-se em 136.017 milhões de euros, segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal.

Face a julho os empréstimos aos particulares caíram 0,34%, enquanto em relação ao mesmo mês do ano passado a queda foi mais significativa, de 3,41% ou 4.799 milhões de euros.

O crédito concedido aos particulares caiu em todas as rubricas: habitação (para 111.041 milhões), consumo (para 13.745 milhões) e outros fins (para 11.232).

A maior queda na variação mensal foi para os empréstimos ao consumo, que cederam 0,89 por cento, enquanto a habitação se ficou por uma queda de 0,29% e outros fins 0,74%.

Também na variação anual, face a agosto do ano passado, o maior recuo no crédito concedido é para os empréstimos destinados ao consumo, mas neste caso de 8,51%, seguido do crédito destinado a outros fins (5,37%). Na habitação, os empréstimos concedidos pelos bancos em agosto cederam apenas 0,97%.

Nas empresas, os empréstimos cederam entre julho e agosto 0,77% para 108.515 milhões de euros. Face a agosto de 2011 a queda foi de 6,66%.

Quanto ao crédito malparado, os dados de agosto já tinham sido conhecidos. Nesse mês, o crédito de cobrança duvidosa atingiu 15,6 mil milhões de euros, batendo máximos tanto nos empréstimos às famílias como às empresas.

O principal problema no crédito malparado está nas empresas, ao ascender a 10.546 milhões de euros em agosto, o valor mais elevado desde que o BdP disponibiliza dados (1997).

Face ao total de crédito concedido às empresas em agosto (108.515 milhões de euros), o malparado representa 9,81 por cento do total.

O valor do malparado nas empresas significa mais 55 por cento do que os 6.879 milhões registados no final do ano e mais 64 por cento do que no mesmo mês de 2011.

Nos empréstimos aos particulares a cobrança duvidosa fixou-se nos 4.977 milhões de euros, mais 6,48 por cento do que o registado no início do ano e mais 10,18 por cento face ao mesmo mês do ano passado.

O malparado nos particulares representa 3,66 por cento dos 136.017 milhões de ‘stock’ de crédito em agosto.

Por destinos de crédito, na habitação o malparado subiu para 2.186 milhões em agosto, no consumo para 1.567 milhões e nos empréstimos para outros fins 1.224 milhões.

Apesar de a cobrança duvidosa ser maior, em valores absolutos, nos empréstimos à habitação, este representa apenas 1,96 por cento do total concedido para este fim.

Os empréstimos destinados ao consumo são os mais penalizados no malparado, com 11,40 por cento, seguido de Outros Fins com 10,88 por cento.

No total, o crédito malparado ascendeu em agosto a 15,6 mil milhões de euros.



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