Empresas suspendem fornecimento de produtos farmacêuticos

Empresas suspendem fornecimento de produtos farmacêuticos

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Dez de 2011, 07:18

A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) alertou para a suspensão do "fornecimento de produtos farmacêuticos a algumas entidades do sistema regional de saúde" nos Açores, devido a "atrasos do Governo regional" no pagamento aos fornecedores.

Segundo a CCIPD, num comunicado emitido, o prazo de pagar a 120 dias "não está a ser cumprido" e "as empresas já estão a deixar de fornecer produtos a algumas entidades do sistema regional de saúde", pois "não têm capacidade para suportar a situação, devido às graves dificuldades de acesso ao crédito e às maiores exigências dos seus fornecedores, que se fazem sentir através da redução de prazos de pagamento e de margens".

A CCIPD lembra ter enviado "ao secretário regional da Saúde, a 24 de outubro, uma proposta para pagamento aos fornecedores de produtos farmacêuticos", mas "ainda sem resposta".

A proposta em causa dava sequência às pretensões dos associados do setor que pretendiam "o pagamento a 60 dias e que após esse prazo houvesse cobrança de juros de mora e a suspensão dos fornecimentos, em caso de excedido o prazo de 120 dias", refere a CCIPD.

Embora rejeitando a intenção do Governo de "pagar a 120 dias", a CCIPD alerta que "nem aquele prazo está a ser cumprido".

"As empresas estão conscientes que a decisão de suspensão de fornecimentos de produtos farmacêuticos ao sistema regional de saúde pode ter impactos para os seus utentes. No entanto, não podem continuar a financiar o sistema sob pena de colocarem em questão a viabilidade das empresas e o emprego dos seus trabalhadores", sustenta o comunicado da CCIPD.

Uma fonte da SAUDAÇOR, sociedade de capitais públicos regionais que gere os equipamentos e recursos do setor, confirmou à Lusa "alguns constrangimentos financeiros, que ficarão resolvidos com a entrada em vigor do Orçamento da região para 2012, onde há um reforço de verbas de 36 milhões de euros na área da saúde".

A mesma fonte assegurou, no entanto, que "os hospitais têm medicamentos em stock e em caso de alguma situação urgente podem adquiri-los utilizando o fundo de maneio de que dispõem".

"Dentro de uma a duas semanas a presidente da SAUDAÇOR vai reunir-se com os fornecedores dos hospitais, no sentido de negociar um plano de pagamentos de modo a assegurar a continuação dos fornecimentos", acrescentou.


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