Empresários dos EUA procuram produtos açorianos para vender a emigrantes

Empresários dos EUA procuram produtos açorianos para vender a emigrantes

 

Lusa/AO online   Regional   7 de Out de 2014, 18:17

Empresários norte-americanos estão de visita aos Açores à procura de produtos tradicionais para vender às comunidades emigrantes radicadas nos Estados Unidos da América (EUA).

Um desses empresários (norte-americanos de origem portuguesa), Alexandrino Costa, importador de produtos alimentares, está ligado a cadeia de hipermercados Triumph Food, com lojas em New Jersey e Nova Inglaterra, onde existe uma grande presença de emigrantes açorianos.

"Nós já estamos a trabalhar com alguns queijos dos Açores, como bolachas e atuns, e estamos a ver outros produtos que possamos levar para lá", disse o empresário.

Segundo explicou, o grupo empresarial ao qual está ligado adquiriu este ano "seis supermercados" numa área onde há muitos emigrantes açorianos, razão pela qual pretende adquirir mais produtos oriundos do arquipélago.

Durante esta visita aos Açores, Alexandrino Costa já reuniu com empresários das ilhas Terceira e Faial e vai também deslocar-se ao Pico e a São Jorge, à procura de novas oportunidades de negócio.

"Acho que temos aqui pano para mangas, como se costuma dizer, e o que nós queremos é ter mais diversidade de produtos", insistiu o empresário, que diz estar "satisfeito" com o que viu.

A deslocação dos empresários norte-americanos ao arquipélago ocorre a convite da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores e da Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial da Região (SDEA), no âmbito de um projeto designado por "Buyers Exchang Azores".

Humberto Goulart, presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, está a acompanhar os empresários norte-americanos e entende que esta poderá ser uma boa oportunidade de negócio para ambas as partes.

"Isto é apenas um primeiro passo, porque o mercado onde estes empresários estão instalados começa a ser apetecível para os produtos açorianos, devido às comunidades emigrantes lá existentes, e nós temos de andar aqui de braço dado, para que se faça bons negócios", sublinhou Humberto Goulart, para quem esta poderá ser uma iniciativa vantajosa para os empresários açorianos, sobretudo em tempo de crise.

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