Empresários da noite alertam para o risco da dopagem de bebidas na passagem de ano


 

Lusa/AO online   Nacional   27 de Dez de 2007, 11:19

Donos de bares da zona histórica do Porto aconselharam hoje os seus clientes a redobrarem a atenção para o fenómeno do "drink spiking", que consiste na adição de substâncias psicotrópicas em bebidas para facilitar roubos ou violações.
     Em comunicado, a Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) enumera um conjunto de "mandamentos" que devem ser seguidos pelos frequentadores dos estabelecimentos nocturnos na passagem de ano, altura "propícia a algumas euforias e excessos", que "poderão ter consequências nefastas".

    Não abandonar o copo em circunstância alguma e não aceitar oferta de bebidas por estranhos, sem verificar quem as serviu, são dois dos "mandamentos" enunciados.

    Entre outras recomendações, a ABZHP aconselha também a ter cuidado com os "shots", que "devem ser misturados à frente do cliente e nunca compostos em garrafas sem qualquer tipo de identificação".

    Em caso de indisposição, após a ingestão de uma bebida, a ABZHP aconselha a que "não se hesite em chamar uma pessoa de confiança ou um responsável do bar/discoteca" e em recorrer aos hospitais.

    As substâncias usadas no "drink spiking" são geralmente inodoras, incolores e insípidas, pelo que as vítimas não as detectam.

    Entre os dopantes mais utilizados para o efeito contam-se os sedativos, a droga sintética "ecstasy", o LSD, os antidepressivos e os relaxantes musculares.

    A um conjunto de 13 mandamentos directamente relacionados com o "drink spiking", a ABZHP acrescenta um outro alusivo ao consumo de tabaco.

    "Evite fumar em espaços proibidos, evite gerar conflitos com os fumadores passivos, evite usar todo e qualquer subterfúgio dentro das áreas proibidas e, já agora, aproveite para deixar de fumar", aconselha a associação.

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