Empresários da Lagoa querem criar 'cluster' da restauração

Empresários da Lagoa querem criar 'cluster' da restauração

 

Lusa / AO online   Regional   19 de Abr de 2015, 12:05

O Núcleo de Empresários da Lagoa (NELAG), na ilha de São Miguel, Açores, está a desenvolver um projeto que visa transformar a cidade num 'cluster' da restauração, revelou à agência Lusa o seu presidente.

 

“Para isso, temos um programa de realização de uma estratégia de desenvolvimento integrado da gastronomia e turismo na Lagoa”, declarou Norberto Ponte, empresário que possui um restaurante na cidade há cerca de 40 anos.

A Lagoa, situada a cerca de 10 quilómetros de Ponta Delgada, é a cidade mais jovem dos Açores e do país, tendo celebrado este mês o terceiro aniversário.

De acordo com o líder do NELAG, o plano integrado que se está a ser desenvolvido, e que resulta de uma candidatura aos contratos-programa de investimento com interesse para o desenvolvimento do turismo nos Açores, contempla vários vetores, que assentam na criação do produto gastronómico, sua promoção, afirmação e divulgação, englobando ainda a valorização dos recursos humanos.

A Lagoa é uma das zonas da ilha de São Miguel onde a restauração tem fortes tradições, tendo, no entanto, como refere Norberto Ponte, perdido algum protagonismo para o complexo das Portas do Mar, em Ponta Delgada, e para novos restaurantes que foram surgindo nesta cidade.

“A restauração da Lagoa é o melhor que temos para oferecer, visto que o concelho representa apenas 0,4 por cento da oferta turística da ilha de São Miguel. Como temos várias lacunas na oferta turística, a nossa gastronomia pode ser um ‘cluster’”, disse o empresário lagoense.

Norberto Ponte, que afirma conhecer casos de quebras no volume de negócios entre 45 e 55 por cento na restauração local, no âmbito da crise que afetou o setor nos últimos anos, declarou que fecharam alguns restaurantes e entretanto abriram outros e o setor na Lagoa não perdeu o seu “caráter de excelência”.

A restauração local, visando a sua modernização e aumento da sua competitividade, tem vindo, de acordo com o dirigente da associação empresarial, a assimilar os recursos humanos qualificados que saem das escolas de hotelaria.

“Há uma nova geração a chegar à hotelaria da Lagoa, a par dos recursos humanos que estão a ser reconvertidos no setor”, frisou.

Questionado sobre o impacto do início dos voos para São Miguel das companhias aéreas de baixo custo, Norberto Ponte afirmou que ainda não sente a sua chegada na restauração lagoense, muito embora admita que ainda é cedo para fazer uma avaliação da situação, uma vez que as ‘low cost’ chegaram a 29 de março.

Norberto Ponte defendeu a construção de unidades hoteleiras como forma de potenciar um turismo sustentável que crie uma mais-valia para a Lagoa e, consequentemente, para o setor da restauração.

O NELAG possui 180 sócios dos mais diversos setores empresariais.


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