Empresários açorianos saúdam aumento do investimento público, sindicatos querem mais emprego


 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Set de 2014, 14:54

Os empresários dos Açores saudaram esta terça-feira o aumento do investimento público na região previsto para 2015 e os sindicatos pediram que a aplicação das verbas se traduza em mais e melhor emprego.

 

O Governo dos Açores apresentou hoje aos parceiros sociais, em Ponta Delgada, uma proposta de plano anual de investimento público para 2015 com uma dotação global de 731 milhões de euros, mais 11% do que o que foi aprovado para este ano.

À saída da reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica, o empresário Sandro Paim, em nome da direção da Câmara de Comércio dos Açores, disse ser “prematuro” fazer uma avaliação do documento, mas realçou o “aspeto mais positivo” que saiu da reunião de hoje: o aumento do investimento previsto.

“Ainda mais relevante” é que esse aumento de investimento seja feito “por via da redução das despesas correntes”, afirmou.

Sandro Paim lembrou que a câmara de comércio pediu que o orçamento e o plano de investimento público regional para 2015 contenha medidas para responder à “situação aflitiva” que vivem as empresas açorianas, que estão “descapitalizadas e fragilizadas financeiramente” e encontram muitas dificuldades no acesso ao crédito bancário.

Os empresários querem, ainda, a “redução dos custos de contexto”, melhores acessibilidades a nível do transporte de mercadorias e um plano de reestruturação para o turismo.

Quanto às centrais sindicais, referiram ambas a questão do emprego.

António Ferreira, da UGT, disse que a central sindical se revê nas políticas de “crescimento económico e sustentável” que o documento hoje conhecido pretende concretizar.

“Mas essas políticas têm de se transformar numa certeza de mais emprego, mais qualidade no emprego e, essencialmente, esperança para os trabalhadores açorianos”, disse, chamando a atenção para a necessidade de os novos fundos europeus serem bem aplicados.

António Ferreira saudou, por outro lado, a aposta no combate ao insucesso e abandono escolar, mas disse ser necessário olhar também para a requalificação dos jovens que já abandonaram a escola de forma precoce (através do ensino profissional) e dos desempregados com mais de 40 anos, que enfrentam muitas dificuldades para arranjar trabalho.

João Decq Mota, da CGTP-IN, disse só conseguir fazer uma análise do documento mais tarde, mas lembrou que as “grandes questões” a que é necessário dar resposta são a “necessidade da criação de emprego, estável e com condições”, e de atenuar “a distância” entre os trabalhadores do continente e das ilhas.

Assim, voltou a insistir num aumento do acréscimo regional dado ao salário mínimo de cinco para sete por cento.

Já o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, considerou que os 3% de aumento do investimento neste setor ficou “aquém” da expetativa que tinha, apesar de a distribuição de verbas estar em consonância com as prioridades que os agricultores apontaram.

“Quanto mais investimento houver no setor, melhor e mais rapidamente sairemos da crise na Região Autónoma dos Açores, sublinhou.

O representante da federação das pescas saiu da reunião sem prestar declarações aos jornalistas.

Os parceiros têm até 24 de outubro para apresentar um parecer à proposta do Governo Regional.



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