Empresário investe 3 ME em nova fábrica de transformação de atum no Faial

Empresário investe 3 ME em nova fábrica de transformação de atum no Faial

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Ago de 2014, 14:02

Um empresário açoriano ligado ao ramo das pescas anunciou o investimento de três milhões de euros na construção de uma nova fábrica de transformação de atum, que deve criar entre 30 a 40 novos postos de trabalho

O projeto da nova unidade, a construir na ilha do Faial, nos Açores, está patente ao público na Expo-Mar, exposição de atividades náuticas a decorrer na cidade da Horta, integrada na Semana do Mar, os maiores festejos do concelho.

O promotor do projeto, Rufino Francisco, explicou à Lusa que a ideia de construir a nova fábrica surgiu da necessidade de garantir "melhor qualidade" do atum pescado nos mares dos Açores, que é exportado em fresco, na sua maioria, para mercados como a Rússia e o Japão.

"Nós não temos na ilha capacidade para congelar o atum a menos 50 graus centígrados, e mesmo que o peixe seja capturado e transportado no mesmo dia, já não chega ao seu destino com a qualidade exigida", sublinhou o empresário.

O seu objetivo, com a construção desta nova fábrica de transformação de atum, é laborar o pescado logo após a sua captura, separando os lombos do atum (muito apreciados e valorizados no estrangeiro), e embalando-os em vácuo, para depois serem exportados.

Rufino Francisco adiantou, ainda, que a nova fábrica, que só deve iniciar a laboração em 2015, vai ficar também preparada para separar os restos do atum, para serem vendidos no mercado nacional e regional, em postas, em filetes e até para fazer hambúrgueres.

"Já tenho uma cadeia de hipermercados interessada na compra destes produtos", acrescentou o empresário, que não teme avançar para este investimento num período de crise financeira nacional, assegurando ter compradores para grande parte da sua produção.

Segundo explicou, faz todo o sentido tentar aproveitar ao máximo uma matéria-prima tão valiosa como o atum, que é pescado a poucas milhas da costa nos mares dos Açores, e tentar exportá-lo com a melhor qualidade possível.

"Além disso, são postos de trabalho que se criam e é dinheiro que fica cá na terra", frisou o empresário, que recusa, no entanto, a ideia de que esta nova unidade possa vir a fazer concorrência às fábricas de conservas já existentes na Região, que vendem o atum enlatado.

O projeto da nova fábrica de transformação de atum do Faial, que terá um financiamento comunitário assegurado de cerca de 75 por cento a fundo perdido, tem sido uma das principais atrações da Expo-Mar.

O certame, organizado pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta, conta com a presença de 18 empresários e de várias entidades públicas ligadas ao mar e tem suscitado grande interesse por parte do público.

Humberto Goulart, presidente da Câmara do Comércio da Horta, disse à Lusa que, apesar da retração que se verifica nesta altura de crise, a Expo-Mar tem registado "grande procura" e tem permitido criar novas oportunidades de negócio para os empresários locais.


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