Empresa de Isabel dos Santos lança oferta pública de compra sobre PT

Empresa de Isabel dos Santos lança oferta pública de compra sobre PT

 

LUSA/AO Online   Economia   9 de Nov de 2014, 18:34

A Terra Peregrin - Participações SGPS, da empresária angolana Isabel dos Santos, anunciou hoje o lançamento de uma oferta pública geral e voluntária sobre a Portugal Telecom (PT) SGPS, oferecendo 1,35 euros por ação.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Terra Peregrin, com capital social de 51.000 euros, representando por 600 ações ordinárias, "cujos direitos de voto são totalmente imputáveis a Isabel dos Santos e/ou uma ou mais sociedades", fez hoje o anúncio preliminar de lançamento de oferta pública geral e voluntária de aquisição (OPA) de ações representativas do capital social da PT SGPS. "A contrapartida oferecida, a pagar em numerário, é de 1,35 euros por ação", adianta. Esta contrapartida representa um prémio de cerca de 11%, uma vez que na sexta-feira a PT encerrou o dia a desvalorizar 2,64% para os 1,217 euros por ação. “É entendimento da oferente que a contrapartida se encontra devidamente justificada e é equitativa, tendo em conta a instabilidade e volatilidades acentuadas verificadas no preço de mercado das ações nos seis meses anteriores”, considera a Terra Peregrin. Para que a OPA seja considerada bem-sucedida, a empresa de Isabel dos Santos terá de adquirir pelo menos 50,01% das ações e dos direitos de voto correspondentes ao capital social da PT SGPS. O intermediário financeiro da operação é a Caixa – Banco de Investimento. A PT SGPS tem neste momento apenas como únicos ativos a posição de 25% na operadora brasileira Oi e um crédito sobre a Rioforte, do Grupo Espírito Santo, ligeiramente inferior a 900 milhões de euros. A 05 de novembro, a ZOPT, que é detida em partes iguais pela Sonaecom e por Isabel dos Santos, manifestou a disponibilidade para "integrar uma solução" para a PT que promova "a defesa do interesse nacional". Há uma semana, o grupo francês Altice avançou com uma proposta de 7.025 milhões de euros para a compra da PT Portugal, excluindo o negócio em África, a dívida da Rioforte e veículos financeiros.


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