"Empreendedorismo significa empregabilidade" (com vídeo)

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Rodrigo Tavares   Regional   2 de Fev de 2017, 17:37

Francisco Banha presidente emérito da Federação Nacional de Business Angels, lançou na Terça-feira, no UnOffice, o livro "Cartas a um Professor... O Trinfo dos Empreendedores", que promove a educação para o empreendedorismo
Qual é, efetivamente, o propósito deste livro?

 

Tentar sensibilizar a sociedade portuguesa para a importância da educação para o empreendedorismo, através da divulgação de iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas no nosso país, em várias escolas, e que [já abrangeram] um número considerável de participantes. Ao longo de dez anos mais de 100 mil estudantes estiveram envolvidos em programas de empreendedorismo. Cerca de 5 mil professores encontram-se [atualmente] capacitados para apoiar os seus alunos a transformar a informação em conhecimento. Dar a entender o que é a questão da educação para o empreendedorismo de um ponto de vista teórico, científico, mas mais importante dando a divulgar testemunhos de empreendedores que já estiveram envolvidos nestes programas.

 

Aborda quatro dinâmicas chave que, passo a citar, “determinam o rumo dos acontecimentos com impacto no mundo incerto que habitamos”. Na prática, quais é que são essas quatro linhas orientadoras?

 

Eu tentei contextualizar, na época em que nós hoje vivemos, o porquê do empreendedorismo. Porque é que se considera que a educação para o empreendedorismo é uma competência chave? Primeiro, [e de um ponto de vista] ecológico, é preciso ter a consciência de que, com cerca de 7 mil milhões de habitantes no planeta, estamos a consumir recursos a um nível superior a um planeta e meio. De um ponto de vista económico e social, [é preciso ter em conta que] o bloco económico europeu, quando comparado com o bloco americano, etc, é muito complexo. Nós (os europeus) somos 7% da população mundial. Criamos 20% da riqueza mundial, mas consumimos  50% das despesas sociais de todo o mundo. Ora, um bloco europeu a crescer 1,5% ao ano não vai poder manter este estado se outros blocos crescem 7%, 8% ou mesmo 13,5% ao ano. Depois a questão tecnológica. O mundo está cada vez mais digitalizado. A ‘internet of things’, etc, obriga a que tenhamos a capacidade de [criar] instrumentos que [consigam] mitigar os riscos na preparação dos jovens, por exemplo. Por último, a questão demográfica e educacional. Portugal está a viver um problema complicado. Estão a nascer menos nados vivos do que aqueles que estão a falecer (...) e estas dinâmicas têm de nos fazer refletir.
Leia esta entrevista na íntegra no jornal Açoriano Oriental de quarta-feira. dia 1 de fevereiro
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