emissão deixa Associação Sindical da Polícia numa situação de "muito ceticismo"


 

AO/Lusa   Nacional   16 de Nov de 2014, 19:41

A demissão do ministro da ADministração Interna, Miguel Macedo, deixou a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) numa situação de "muito ceticismo" em relação ao futuro, disse à Lusa o presidente daquela estrutura.

 

“Apesar de compreendermos as razões que levaram à demissão do ministro, a verdade é que, no que nos diz respeito em concreto, deixa-nos numa situação extremamente difícil e de muito ceticismo”, afirmou hoje o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, em declarações à Lusa.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou hoje que pediu a demissão do Governo, que foi aceite pelo primeiro-ministro.

Paulo Rodrigues explicou que este é um momento “extremamente delicado” para os profissionais de polícia, porque estão “em discussão a alteração à Lei Orgânica da PSP e do Estatuto Profissional da PSP, bem como outros diplomas internos que teriam de entrar em vigor logo no início do próximo ano”.

“Não sabemos agora como é que estes processos vão ficar, não sabemos se vão ter algum seguimento ou não, e deixa-nos numa situação de muito ceticismo em relação ao futuro próximo”, disse.

Numa declaração lida no Ministério da Administração Interna, Miguel Macedo considerou que a sua autoridade enquanto governante ficou diminuída com o envolvimento de pessoas que lhe são próximas nas investigações da Operação Labirinto, que visam alegados casos de corrupção na atribuição de vistos 'gold'.

A ASPP, segundo o seu presidente, já esperava que, “depois de uma matéria tão complicada que veio a público, a demissão fosse uma das soluções possíveis”.

“Estávamos de alguma forma à espera que isto pudesse vir a acontecer”, afirmou Paulo Rodrigues.

Numa declaração lida no Ministério da Administração Interna, Miguel Macedo considerou que a sua autoridade, enquanto governante, ficou diminuída com o envolvimento de pessoas que lhe são próximas nas investigações da Operação Labirinto, que visam alegados casos de corrupção, na atribuição de vistos 'gold'.



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