Emigrantes querem mais ligações da SATA e tarifas mais baixas


 

Lusa/AO online   Regional   16 de Jul de 2015, 14:58

O presidente da Associação de Emigrantes dos Açores defendeua realização de mais voos da SATA para os Estados Unidos da América (EUA) e Canadá, bem como tarifas mais baixas, a par de maiores facilidades de investimento.

 

"O que ouvimos mais [por parte dos emigrantes] é a necessidade de haver maior frequência de voos e preços mais competitivos, mesmo em relação aos voos que vão da América do Norte para o continente europeu", disse Luís Silva, após uma audiência com o presidente do Governo dos Açores.

Existem milhares de emigrantes açorianos radicados na costa leste e do Pacífico nos EUA, bem como no Canadá, os dois maiores países de acolhimento de quem deixa a região dos Açores.

O dirigente da associação reconhece, contudo, que a SATA "está no bom caminho", na sequência do seu plano estratégico, faltando, contudo, executá-lo.

O responsável da Associação de Emigrantes dos Açores manifestou a sua satisfação pela estratégia comercial do grupo SATA passar, também, por um reforço da presença no mercado norte-americano, que não apenas o denominado "mercado da saudade".

Quanto aos potenciais investidores que querem apostar no mercado açoriano, Luís Silva referiu que se pretende que a realização de projetos seja menos burocrática, face à existência de dificuldades decorrentes do facto de os processos não estarem concentrados numa única entidade.

A área do turismo rural é um dos setores do mercado açoriano que está a despertar a atenção dos emigrantes, pretendendo adaptar as residências que possuem nos Açores para esta finalidade, bem como para férias, segundo Luís Silva.

O presidente do Governo dos Açores destacou, por sua vez, que o grupo SATA está realizar o seu trabalho, através do plano estratégico, com o horizonte temporal de 2020, documento que tem um "olhar muito efetivo" sobre a importância das ligações com o mercado norte-americano, designadamente com os EUA e Canadá.

Vasco Cordeiro considerou que ambos os países de acolhimento constituem "mercados importantes e com elevado potencial" para o desenvolvimento dos Açores.

"Esse trabalho já está a ser feito e, aliás, os números de maio, e de janeiro a maio, ontem [quarta-feira] divulgados, são bem elucidativos do crescimento bastante significativo que estes dois mercados (Canadá e EUA) têm tido na nossa região", declarou o presidente do executivo açoriano.

Vasco Cordeiro considerou que o que o turismo dos Açores tem para oferecer é apelativo para o comum dos americanos e canadianos sem ligação familiar à região, uma vez que estes são "particularmente sensíveis" ao facto de o arquipélago ser um destino de "natureza ímpar e sustentável".

Acresce que a Europa, por via dos Açores, fica a cerca de quatro horas e meia de voo de Boston ou cinco horas de Toronto, a par de um outro grupo de argumentos que o presidente do Governo Regional considera que podem ser apelativos para a comunidade açoriana radicada nos EUA e Canadá, bem como para todos os cidadãos daqueles países.

Vasco Cordeiro frisou que os Açores se tornaram ainda mais atrativos para a realização de investimentos, mas reconhece que as diferenças entre os sistemas administrativos americano e europeu penalizam, daí que se esteja "constantemente a fazer um esforço" para aperfeiçoar as respostas dos Açores, visando que sejam rápidas e eficazes.

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