Embaixador em Portugal diz que relações bilaterais vão fortalecer-se

Embaixador em Portugal diz que relações bilaterais vão fortalecer-se

 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Nov de 2016, 16:49

O embaixador dos Estados Unidos em Portugal considerou que a relação entre os dois países "vai não só manter-se, mas também fortalecer-se", defendendo, sobre o Presidente-eleito Donald Trump, que é preciso "um espírito aberto".

 

"A relação entre os Estados Unidos e Portugal vai não só manter-se forte, como vai fortalecer-se. Portugal está a aumentar a presença no mundo, no espaço da inovação, e o maior exemplo é a Web Summit, mas também a eleição de Guterres para secretário-geral da ONU, e portanto a relação com os EUA vai ser ainda mais forte ", disse Robert Sherman num encontro com jornalistas em Lisboa.

Questionado sobre o que pode o mundo esperar da Presidência de Donald Trump, o embaixador nomeado por Barack Obama respondeu: "Não sabemos como Trump planeia governar, porque não há uma bitola sobre serviço público anterior, mas o discurso de vitória, no qual disse que ser o Presidente de todos, é uma mensagem importante e podia ter sido proferido por outros presidentes".

Robert Sherman tentou passar uma mensagem de unidade do país, lembrando que a campanha foi "tumultuosa" e desvalorizando as notícias que dão conta de manifestações e alguns desacatos já depois das eleições.

"A campanha acendeu muitas paixões, mas penso que no final as pessoas vão alinhar pela batuta dos líderes, e ambos disseram que agora é tempo de unidade; o discurso de Trump é exatamente o tipo de discurso que um Presidente eleito deve ter, e é um bom início para o Governo de transição", referiu o embaixador.

Robert Sherman revelou ter recebido instruções do secretário de Estado, John Kerry, sobre uma "transição suave", na linha do que já tinham dito o Presidente, Barack Obama, e a candidata derrotada, Hillary Clinton.

Sobre o papel dos Estados Unidos no mundo e a opinião negativa generalizada sobre Trump, o embaixador desvalorizou as críticas e admitiu que "as pessoas nem sempre concordam com tudo o que dizemos", mas disse que "é preciso esperar pelas declarações e discursos" e concluiu: "Espero que o mundo faça também o que Obama e Hillary disseram e encarem o novo Presidente dos Estados Unidos com uma mente aberta".


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