Embaixador dos EUA recusa audição no parlamento sobre redução de pessoal na base


 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Jan de 2015, 15:35

O embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Robert Sherman, recusou o convite para a audição dos deputados da comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros sobre a redução de pessoal na base das Lajes, informou o deputado centrista Filipe Lobo d'Ávila.

 

O pedido de audição tinha sido proposto pelo PSD, depois de conhecida, no início do mês, a decisão dos Estados Unidos de reduzir gradualmente os trabalhadores portugueses da base das Lajes de 900 para 400 pessoas ao longo deste ano, e dos civis e militares norte-americanos de 650 para 165.

Sobre esta matéria, os deputados já aprovaram também a audição do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, do presidente do governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro, do presidente da câmara municipal da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, e do presidente da câmara municipal de Angra do Heroísmo e também presidente do Conselho de Ilha, Álamo de Menezes.

O embaixador norte-americano em Lisboa "deu nota de que não estará disponível para comparecer nesta comissão, alegando uma interpretação da lei norte-americana", disse o deputado do CDS-PP Filipe Lobo d'Ávila, que hoje presidiu à reunião da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros.

"Que fique claro que lamentamos esta resposta por parte do embaixador americano, até porque tivemos o cuidado de não requerer a sua presença, mas de o convidar para nos prestar alguns esclarecimentos", afirmou o deputado do PSD António Rodrigues, que defendeu que "não havia necessidade de invocação da lei norte-americana", recordando que já vários diplomatas foram ouvidos por esta comissão.

O PSD disse interpretar esta posição do embaixador Robert Sherman como "uma forma de, nesta fase, não querer prestar os esclarecimentos que poderiam ser úteis quanto à posição dos Estados Unidos".

António Rodrigues sublinhou que o Governo português ainda "não foi formalmente notificado" da decisão por parte das autoridades norte-americanas.

Pelo PS, Paulo Pisco lamentou que "não haja disponibilidade do embaixador para prestar esclarecimentos", considerando que tal "seria útil para contrabalançar posições".

O deputado socialista escusou-se a "imiscuir" em algo que "é do foro próprio dos Estados Unidos", lembrando estar em causa um convite da comissão.



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