Embaixador dos EUA recomenda esperar para ver "políticas vs. retórica" de Trump

Embaixador dos EUA recomenda esperar para ver "políticas vs. retórica" de Trump

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   13 de Jan de 2017, 18:05

O embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Robert Sherman, considerou que será necessário esperar para ver quais serão as políticas da futura administração norte-americana, liderada por Donald Trump, salientando que "há muita retórica durante a campanha e a transição".

 

"Não sabemos o que a nova administração vai fazer, na verdade", disse Robert Sherman, que hoje proferiu o seu último discurso enquanto embaixador norte-americano em Lisboa.

O diplomata disse acreditar que, após a tomada de posse da nova administração, na próxima sexta-feira, se verá "exatamente quais são as políticas versus retórica da campanha e da transição".

Sherman recordou que o sistema político norte-americano tem as suas garantias de equilíbrio - os chamados 'checks and balances'.

Questionado sobre qual será a posição de Donald Trump quanto ao acordo comercial entre Estados Unidos e Europa (Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento - TTIP, na sigla em inglês), atualmente em negociação, o embaixador disse não saber o que irá acontecer.

O embaixador comentou que "Trump prefere acordos bilaterais", já que "não é fã de acordos comerciais multilaterais". "Mas ele não está a dizer que não haverá acordo", ressalvou o embaixador.

"Recuso acreditar que o novo Presidente queira presidir a uma economia em declínio. Temos uma economia mundial à qual os Estados Unidos estão intrinsecamente ligados", sustentou Robert Sherman.

"Há uma grande diferença entre um acordo com parceiros asiáticos do que com os europeus. Temos uma história comum e partilhamos valores", afirmou o embaixador, defendendo que "um acordo robusto" entre os EUA e a Europa "é do melhor interesse de ambos".

Sherman deu um exemplo do que disse ser a retórica da corrida à Casa Branca: apesar de se ter falado muito que os Estados Unidos iriam desvalorizar o papel da NATO, o possível próximo secretário da Defesa, James Mattis, é um forte apoiante da aliança atlântica.

O almoço-conferência foi organizado pela embaixada dos Estados Unidos, Associação de Amizade Portugal/EUA, Câmara de Comércio Americana em Portugal e pelo American Club, com a presença de mais de 200 pessoas, incluindo o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e o presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, além de representantes diplomáticos de Taiwan, Suécia, Rússia, Ucrânia, Japão, Bélgica e Hungria.


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