Embaixador dos EUA aponta diplomacia científica como solução para mundo melhor

Embaixador dos EUA aponta diplomacia científica como solução para mundo melhor

 

LUSA/AO online   Nacional   4 de Jul de 2016, 20:00

O embaixador dos Estados Unidos em Portugal, Robert Sherman, apontou hoje, num encontro sobre ciência, em Lisboa, a "diplomacia científica" como uma solução para "tornar o mundo melhor e mais seguro"

Segundo Robert Sherman, "os desafios" do mundo "só podem ser resolvidos pela ciência", envolvendo, a seu ver, múltiplos parceiros, como governos, indústria e instituições de investigação.

Para o embaixador, a "diplomacia científica", designação que empregou para se referir à cooperação científica coordenada a vários níveis, nomeadamente político, pode "tornar o mundo num sítio melhor e mais seguro".

Robert Sherman falava na sessão plenária "Ciências e tecnologias para o Atlântico", no encontro Ciência 2016, que decorre até quarta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa.

Sobre a cooperação científica no Atlântico, o embaixador assinalou que não pode mobilizar apenas países banhados pelo oceano, como Portugal e Estados Unidos.

"O Japão tem interesse no que se passa no Alântico", afirmou.

Portugal e Estados Unidos acordaram, em março, reforçar a cooperação científica e tecnológica, tendo na mira a criação, nos Açores, de uma agência de investigação internacional, direcionada para as áreas do clima, da energia, do espaço e do mar.

O centro de investigação será negociado com a nova administração americana, saída das próximas eleições presidenciais.

Recentemente, o ministro português da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, admitiu, em Ponta Delgada, que os Açores oferecem "oportunidades únicas" para a instalação de uma base espacial, que está a ser equacionada para o aeroporto internacional das Lajes, na ilha Terceira.

De acordo com Heitor, "os desafios para melhor perceber quer as mudanças climáticas quer as suas interações com os oceanos, passam por lançar constelações de satélites", sendo que as Lajes e Santa Maria "oferecem oportunidades únicas para se instalarem, no futuro, novas gerações de lançadores satélites".

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