Eleita, Dilma começa a preparar equipa de transição de governo

Eleita, Dilma começa a preparar equipa de transição de governo

 

Lusa   Internacional   1 de Nov de 2010, 15:06

Agora eleita, Dilma Rousseff já começou a montar a sua equipa de transição de governo e convocou reunião com aliados para começar a “distribuir tarefas”.

O primeiro passo foi chamar seus aliados mais próximos para uma reunião privada hoje e começar a discutir as primeiras medidas a serem tomadas após o término da corrida presidencial.

Segundo noticia o portal IG de notícias, Dilma convidou para uma conversa os coordenadores de sua campanha, Antonio Palocci, o presidente do PT José Eduardo Dutra e o deputado federal José Eduardo Cardozo. O plano será iniciar a fase de distribuição de tarefas e deixar os primeiros trabalhos encaminhados antes de viajar ainda esta semana para descansar da campanha.

Do encontro de hoje, o grupo próximo a Dilma sairá com um “discurso afinado” para reunir-se quarta-feira com Lula da Silva e sua equipa que representará o governo na transição. De acordo com a imprensa brasileira, “é certo que o ministro do Planeamento, Paulo Bernardo, terá um papel de destaque nas negociações”.

O jornal O Globo também anuncia que Dilma Rousseff deverá confirmar o ministro Paulo Bernardo como o primeiro nome de sua equipa antes da posse, o “nome mais forte” para a chefia da Casa Civil.

Já o ex-ministro e deputado José Dirceu também do Partido dos Trabalhadores (PT), apesar de ter-se empenhado na militância pró-Dilma, deverá ficar fora de sua equipa, segundo o Correio Braziliense. O Governo Lula passará o bastão a Dilma “após uma faxina de mensaleiros ilustres”, noticia o diário ao destacar que o “ex-todo-poderoso do partido”, José Dirceu, foi descartado.

Dirceu “mergulhou de cabeça” para ajudar a campanha da Presidente eleita Dilma Rousseff, mas “está fora de qualquer montagem do futuro governo”. O ex-ministro virou “sinónimo negativo na campanha” sendo identificado com o “grupo de mensaleiros, aloprados e sanguessugas” que se meteu em escândalos nos últimos oito anos.

O deputado federal José Eduardo Cardozo por São Paulo, um dos três principais coordenadores da campanha de Dilma, é um nome que “ganhou força”, segundo a imprensa, e seria o “mais cotado” para assumir o Ministério da Justiça.


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