Eleições legislativas na primavera de 2012 com observadores internacionais


 

Lusa/AO Online   Internacional   19 de Dez de 2011, 07:26

As próximas eleições legislativas na Argélia vão realizar-se na primavera de 2012 e, para garantir a sua transparência, vão ser abertas aos observadores internacionais, anunciou hoje o conselho de ministros.

"O eleitorado será chamado, durante a próxima primavera, para as eleições legislativas. Depois, como já tinha anunciado em abril, vou submeter ao Parlamento um projeto de revisão da Constituição em relação às disposições enunciadas pela Lei Fundamental", afirmou o presidente argelino, Abdelaziz Bouteflika.

As últimas eleições legislativas ocorreram em maio de 2007, depois de 19 dias de campanha eleitoral, que foi muito pouco participada.

Bouteflika anunciou que a Argélia vai convocar os observadores internacionais e que encarregou o governo de "dar início, sem demoras, aos requisitos necessários [para tal] junto da Liga Árabe, da União Africana, da Organização da Conferência Islâmica, da União Europeia e das Nações Unidas para convidar todas estas organizações a enviarem, de forma significativa, os seus observadores para as próximas eleições", refere o comunicado.

O presidente da Argélia congratulou-se com o facto de as próximas eleições legislativas ocorrerem "numa pluralidade sem precedentes, com a participação de uma classe política que será reforçada por novos partidos", além de instrumentos na lei que permitem a apresentação de candidatos independentes.

A elaboração dos diplomas regulamentares exigidos para a organização das eleições legislativas já começou. Os textos vão estar disponíveis nos dias seguintes à convocação do eleitorado.

O presidente argelino levantou sexta-feira as reservas que tinha e defendeu reformas políticas, severamente criticadas pela oposição e por uma parte dos seus apoiantes na Assembleia Nacional.

Abdelaziz Bouteflika garantiu que a Argélia está a trabalhar "com responsabilidade" para assegurar "um clima propício às reformas políticas", tendo em conta as revoltas em vários países do mundo árabe.

As reformas foram anunciadas por Bouteflika em abril, num discurso à nação, em resposta a uma vaga de protestos e de revoltas no país.


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