Comércio

Electrodomésticos, mobiliário e automóvel com quebras perto dos 30% no Natal

Electrodomésticos, mobiliário e automóvel com quebras perto dos 30% no Natal

 

Lusa/AO online   Nacional   27 de Dez de 2011, 14:56

Os sectores de bens duráveis e semi-duráveis, como os electrodomésticos, mobiliário, têxteis ou automóvel, registaram quebras próximas dos 30 por cento durante o Natal, acima da média global, disse o presidente da CCP.
Em véspera do início da época de saldos de inverno, que começa quarta-feira até 28 de Fevereiro, o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, faz um balanço negativo das vendas durante o período de Natal, atendendo "ao menor rendimento disponível e a uma retracção em termos psicológicos dos consumidores".

Este Natal, segundo o responsável, estima-se que as vendas do comércio tenham registado uma quebra "no mínimo de 15 por cento, em média".

No entanto, em sectores com bens duráveis e semi-duráveis, como o segmento de electrodomésticos, mobiliário, têxteis ou automóvel, o impacto foi maior.

Os sectores com bens mais caros e que não são de consumo mais imediato "foram os mais atingidos com quebras superiores [à média das vendas totais], muitos deles próximos dos 30 por cento", disse João Vieira Lopes.

Segundo o presidente da CCP, o sector alimentar foi o que "não chegou aos dois dígitos" de quebra, embora tenha tido um desempenho "muito irregular" em alguns segmentos.

Por exemplo, as bebidas espirituosas registaram uma baixa das vendas, enquanto os vinhos, que são produtos menos sazonais, "tiveram quebras pequenas".

Agora produtos como "brinquedos, que são largamente sazonais, tiveram quebras significativas que não se podem ainda avaliar, mas que foram nos dois dígitos", adiantou João Vieira Lopes.

No Natal houve "vendas feitas com esmagamento de margens", o que significa que para as operações de pequenas dimensões os efeitos são mais graves, adiantou o presidente da CCP.

Face a este panorama, João Vieira Lopes disse que a perspetiva para o setor "é negativa" para os próximos tempos.

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