Défices revistos serão financiados com recurso ao mercado de dívida

Défices revistos serão financiados com recurso ao mercado de dívida

 

Lusa/AO online   Economia   24 de Out de 2012, 10:08

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, garantiu esta quarta-feira que o financiamento do défice maior que o previsto este ano e até 2014 será conseguido através de financiamento normal de mercado.

"O financiamento adicional necessário é conseguido através de financiamento normal de mercado", afirmou Vítor Gaspar na comissão parlamentar de orçamento, finanças e administração pública.

O governante era questionado pelo deputado do PS João Galamba sobre o assunto, mas voltou a ser questionado por um membro do partido que suporta o Governo, o deputado Miguel Frasquilho do PSD, que perguntava se mantinha para 2013 a data de regresso aos mercados.

O ministro disse então que não seria possível colocar uma data em algo que depende de fatores externos como é o caso do sentimento de mercado, e que se trata antes de um processo que tem vindo a ser prosseguido desde o alongamento da maturidade dos bilhetes do tesouro para 18 meses, tendo a primeira operação deste género ocorrido na primavera deste ano e já com data de vencimento após o final do programa.

"Trata-se de um processo, não se trata de um momento, e esse processo já começou. Começou logo na primavera deste ano com a emissão de um título com maturidade a 18 meses que vencia já depois do final do programa", afirmou.

O ministro lembrou a operação de troca de dívida que retirou 3,7 mil milhões de euros da primeira obrigação que vencia sem total financiamento do empréstimo internacional, em setembro de 2013, para uma linha que vence em outubro de 2015, e ainda a possibilidade - já afirmada em público pelo presidente do IGCP - de utilizar outros instrumentos.

"O IGCP irá usar um conjunto diversificado de instrumentos, os quais já foram comentados em público, irá existir uma concretização desta estratégia ao longo do tempo", afirmou.

Em causa estará a colocação de dívida de forma privada, tal como aconteceu de forma muito debatida enquanto Teixeira dos Santos era ministro das Finanças, ou de Medium-Term Notes (MTN).



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