Efeitos da greve começam já hoje a afetar utentes dos transportes públicos

Efeitos da greve começam já hoje a afetar utentes dos transportes públicos

 

Lusa/AO Online   Economia   23 de Nov de 2011, 06:40

Os utentes dos transportes públicos começam hoje a sentir os primeiros impactos da greve geral de quinta-feira, que vai afetar o funcionamento de aeroportos, comboios, barcos, autocarros e do metro de Lisboa.

O Metropolitano de Lisboa (ML) e a CP - Comboios de Portugal serão as primeiras empresas a verem os seus serviços afetados pela paralisação.

No Metropolitano de Lisboa, a adesão dos trabalhadores à greve geral de quinta-feira terá impactos já hoje à noite.

A empresa informou que vai suspender o serviço entre as 23:30 de hoje e a 01:00 de sexta-feira.

Também os utentes dos comboios da CP deverão sentir já hoje os efeitos da paralisação convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT.

A empresa ferroviária prevê "perturbações e algumas supressões de comboios" hoje ao final do dia.

Quanto a quinta-feira, a CP informou que, "apesar dos serviços mínimos decretados, que correspondem a menos de 20 por cento da oferta diária da empresa a nível nacional, haverá fortes perturbações em todos os serviços".

No que respeita ao transporte rodoviário, a Carris prevê assegurar na quinta-feira o funcionamento de 50 por cento do regime normal de 13 carreiras - 12, 36, 703, 708, 735, 738, 742, 751, 755, 758, 760, 767 e 790 -, bem como do transporte exclusivo de deficientes, decretados como serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social (CES).

Também a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) vai garantir os serviços mínimos com o funcionamento de 50 por cento do regime normal das linhas 200, 205, 300, 301, 305, 400, 402, 500, 501, 508, 600, 602, 603, 701, 702, 801, 901, 902, 903, 905, 907, 4M e 5M.

No transporte fluvial, o grupo Transtejo/Soflusa, que assegura a travessia do rio Tejo, em Lisboa, informa na sua página na Internet que, "dado que não foram decretados serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral do CES, a existência de transporte fica dependente da adesão à greve por parte dos trabalhadores".

O grupo diz ainda que, caso ocorra a paralisação das carreiras, "os terminais serão encerrados por questões de segurança".

Os efeitos da greve geral também se farão sentir no setor da aviação.

O Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), que representa os trabalhadores de assistência em terra nos aeroportos, vai juntar-se à paralisação, tal como o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo e da Aviação Civil (SNPVAC), que representa os tripulantes de cabine, e a Comissão de Trabalhadores da NAV, empresa de controlo aéreo.

Em dia de greve, circularão os táxis, uma vez que a Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) não aderiu à paralisação.

No entanto, o presidente da associação que representa os taxistas, prevê um dia "com menos trabalho" na cidade de Lisboa.

"Como não há transportes para Lisboa, as pessoas vem de carro e não usam o táxi", explicou Florêncio de Almeida, acrescentando que, regra geral, "em dia de greve, não há clientes nos táxis" na capital.

A greve geral de quinta-feira foi marcada após o Governo ter anunciado novas medidas de austeridade, nomeadamente a suspensão dos subsídios de férias e de Natal na função pública, assim como o aumento do tempo de trabalho no setor privado.

Esta é a terceira greve geral em que a CGTP e UGT se juntam, mas apenas a segunda greve conjunta das duas centrais sindicais portuguesas já que em 1988 a CGTP decidiu avançar e a UGT, autonomamente, também marcou uma greve geral para o mesmo dia.

A greve do próximo dia 24 foi marcada após o Governo ter anunciado novas medidas de austeridade, nomeadamente a suspensão dos subsídios de férias e de Natal na função pública, assim como o aumento do tempo de trabalho no setor privado.


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