Eduardo Stock da Cunha deve suceder a Vítor Bento na liderança do Novo Banco


 

LUSA/AO Online   Economia   14 de Set de 2014, 14:35

O Banco de Portugal deve anunciar esta tarde Eduardo Stock da Cunha como o sucessor de Vítor Bento na presidência do Novo Banco, depois de o responsável ter aceitado o convite que lhe foi endereçado pelo supervisor durante a semana passada.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Banco de Portugal escusou-se a confirmar, para já, a informação que foi avançada ao fim da manhã pela edição 'online' do jornal Expresso. Mas fontes bancárias confirmaram à Lusa o nome de Stock da Cunha como o futuro presidente do Novo Banco, revelando que o gestor aceitou o desafio que lhe foi apresentado durante a semana passada pelo supervisor, na sequência da intenção manifestada pela equipa de gestão liderada por Vítor Bento de renunciar aos cargos que desempenhavam na entidade. Segundo as mesmas fontes, a oficialização desta nomeação vai ser feita ainda esta tarde pelo Banco de Portugal. Stock da Cunha conta com quase 30 anos de experiência na banca, tendo ocupado lugares de destaque em instituições financeiras em Portugal e no estrangeiro. Atualmente, o futuro líder do Novo Banco estava a trabalhar no banco britânico Lloyds, liderado pelo português António Horta Osório, gestor com quem tinha estado na origem do Santander Portugal. Aos 51 anos, Stock da Cunha vai abraçar o desafio que o Banco de Portugal, com o acordo do Governo, lhe lançou para ultrapassar o pedido de saída da gestão do Novo Banco apresentado também na semana passada por Vítor Bento (presidente), José Honório (vice-presidente) e João Moreira Rato (administrador financeiro). A preparação da venda do Novo Banco é a missão que o responsável vai abraçar nos próximos tempos. Stock da Cunha teve nos últimos dias dedicado à escolha da equipa que vai passar a liderar na instituição financeira resultante da cisão do Banco Espírito Santo (BES). A equipa de gestão do Novo Banco liderada por Vítor Bento confirmou no sábado, em comunicado, que durante a semana apresentou ao Fundo de Resolução e ao Banco de Portugal a intenção de renunciar aos cargos desempenhados na administração da entidade. "Em face da especulação mediática sobre o assunto, confirmamos que durante esta semana comunicámos ao Fundo de Resolução e ao Banco de Portugal a intenção de renunciar aos cargos desempenhados na administração do Novo Banco, dando tempo para que pudesse ser preparada uma substituição tranquila", lê-se no documento assinado pelos três administradores demissionários. "Gostaríamos de salientar que não saímos em conflito com ninguém, mas apenas porque as circunstâncias alteraram profundamente a natureza do desafio com base no qual aceitáramos esta missão em meados de julho", sublinham os responsáveis. Em reação, no sábado, o Banco de Portugal assegurou que está a trabalhar para garantir que o futuro Conselho de Administração do Novo Banco vai permitir concretizar o projeto de desenvolvimento e criação de valor para a instituição financeira. "O novo Conselho de Administração do Novo Banco, que será conhecido logo que concluídos os procedimentos prévios exigíveis, garantirá a concretização do projeto de desenvolvimento e criação de valor para o banco", informou em comunicado a entidade liderada por Carlos Costa. No dia 03 de agosto, o BdP tomou o controlo do Banco Espírito Santo (BES), depois de o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas. No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES mas que está em liquidação, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas. No 'banco bom', o banco de transição que foi chamado de Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.