Economia, turismo e transportes são preocupações de candidatos a líder


 

AO/Lusa   Nacional   14 de Dez de 2014, 13:42

A resolução dos problemas financeiros e económicos da região, o problema dos transportes aéreos e marítimos, a aposta no turismo e na área social, são pontos comuns nos projetos dos candidatos à liderança do PSD/Madeira.

 

Seis candidatos (Miguel Albuquerque, Miguel de Sousa, Sérgio Marques, Manuel António Correia, João Cunha e Silva e Jaime Ramos) disputam a 19 de dezembro as eleições internas no partido nesta região autónoma, pretendendo substituir Alberto João Jardim.

Num questionário enviado pela agência Lusa a todas as candidaturas, Miguel Albuquerque defendeu que a “Madeira tem de assumir uma nova dinâmica de simpatia externa e de atratividade nacional e internacional”.

Este candidato sustenta também ser necessário “uma nova notoriedade positiva e estabelecer, sem complexos, um novo quadro de relacionamento positivo com as instituições do Estado”, como forma de encontrar novas soluções para a sustentabilidade das suas finanças públicas e revitalização da sua economia.

Albuquerque aposta ainda no Centro Internacional de Negócios, em melhorar e reduzir os custos das acessibilidades aéreas a marítimas, na revitalização da indústria turística e redução de impostos sobre a população.

Quanto a Sérgio Marques, tem como principais metas o combate ao desemprego, a reforma do sistema político para “acabar com estado de exceção” vivido na Madeira, projetando o fim das “benesses políticas”, com a revisão do ‘jackopt’ das subvenções aos partidos, da lei das incompatibilidades e limitação de mandatos.

O candidato quer também “acabar com as entropias decorrentes da ligação ao exterior, ao território nacional”, resolvendo os problemas dos transportes marítimo e aéreo, além de novas acessibilidades ligadas às tecnologias, como o transporte de dados.

Por seu turno, Miguel de Sousa elegeu como prioridade a fixação de um sistema fiscal regional, à semelhança do que acontece com todas as praças da Europa, alegando que se for rejeitada a proposta é preciso “questionar a integração europeia”.

No seu projeto protagoniza um pacto fiscal com o Estado que consagre autonomia nas receitas. Tem ainda como bandeiras o turismo, a saúde e o ensino, sustentando que “a Madeira agora precisa de arrumar a casa”.

A candidatura de Manuel António Correia definiu três áreas prioritárias de atuação: o turismo, a área social e a diminuição da carga fiscal, apontando que “a dinamização da economia far-se-á por via de uma aposta maior no setor turístico, valorizando o produto e apostando na promoção”.

Entre outros aspetos, declara que, com o fim do ciclo das grandes obras, o foco deve ser agora as “pequenas obras” sociais, encarando o problema da pobreza e proporcionando melhores condições aos idosos.

João Cunha e Silva considera ser extemporâneo apresentar um programa de governo, alegando que está “apenas a disputar umas eleições internas” e que só o fará “em caso de vitória” para disputar as eleições regionais.

Jaime Ramos recusou responder ao questionário colocado pela agência Lusa a todas as candidaturas.

Jardim anunciou a sua intenção de apresentar, numa reunião a 12 de janeiro, a demissão do cargo de presidente do executivo madeirense ao representante da República.



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