"É um documento muito duro, que evita a tragédia"

"É um documento muito duro, que evita a tragédia"

 

Lusa/AO online   Economia   27 de Nov de 2012, 11:47

O PSD garantiu esta terça-feira apoiar "de forma inequívoca" o Orçamento de 2013, que é "muito duro", mas "evita a tragédia", e apelou à "convergência nacional" na resposta à crise e na reflexão sobre "a dimensão do Estado".

“O grupo parlamentar do PSD apoia este Orçamento do Estado, de forma inequívoca, porque se trata de um instrumento em que, simultaneamente, o rigor corrige o passado, a solidariedade atente ao presente e as políticas de crescimento servem o futuro”, disse o deputado Pedro Pinto.

O também vice-presidente do PSD falava na Assembleia da República, no encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2013.

“É um documento muito duro, que evita a tragédia”, acrescentou.

Dizendo que o Orçamento que hoje será votado “pesa nos impostos”, “alivia a despesa pública”, “procura ser justo” e “aposta no regresso ao país produtivo”, Pedro Pinto considerou-o “gerador de esperança, porque trabalha em soluções” que “libertam” o pais de “problemas estruturais”, e disse que “terá forte impacto no emprego, no crescimento económico e nas exportações”.

“Temos caminho, sabemos onde queremos ir e vamos lá chegar. Mas a marca reformista que pomos no crescimento da economia não nos faz ignorar a severidade que o orçamento impõe. Estamos solidários nos sacrifícios e atentos aos direitos constitucionais”, acrescentou, citando a seguir o antigo primeiro-ministro e Presidente Socialista, Mário Soares, que em 1984 afirmou: “A austeridade surge como condição de esperança”.

O deputado invocou ainda “a memória do 25 de Abril” para insistir na necessidade “de um regresso ao debate político” sobre "o país que é necessário reconstruir”.

“O Orçamento é vital para a condução dos nossos dias em 2013. Mas a essência do nosso problema é política e cultural. (…) De todos os tempos, este não é o tempo para dividir entre quem nos hipotecou e quem agora paga, entre quem encara os problemas de frente e quem os quer adiar”, afirmou, acrescentando que a “urgência”, a “dimensão dos problemas” e “o sentido de responsabilidade”, “não obrigam ao unanimismo, mas impõem uma atitude construtiva”.

“Contamos com a oposição porque contamos com todos os portugueses. Não sairemos desta situação se não estivermos em sintonia no propósito maior que é a recuperação da nossa independência. Sabemos que a travessia é longa e precisamos de manter um rumo que mereça uma convergência nacional, por várias legislaturas, possivelmente com diferentes conduções partidárias” disse Pedro Pinto.

O dirigente do PSD prosseguiu realçando que perante “um imenso peso fiscal” e depois de “conquistada uma expressiva contenção na despesa”, é agora “importante refletir sobre a missão e a dimensão do Estado”.

“Importa estabelecer um novo contrato social”, sublinhou, considerando que é preciso “salvaguardar o Estado Social” e que “reformá-lo é a única forma de o proteger”.

“Estamos condenados a entender-nos sobre o Estado possível”, afirmou, dirigindo-se às “esquerdas e direitas”.



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