Duas das vítimas mortais de acidente de autocarro são naturais de Vila Verde e Ponte de Lima


 

Lusa/Ao online   Nacional   10 de Dez de 2007, 10:40

Duas das vítimas mortais do acidente de sexta-feira de um autocarro português em Lérida, Espanha, são naturais de Vila Verde e de Ponte de Lima, disseram hoje à Lusa fontes familiares.
Uma das vítimas é Rosa Ferreira dos Santos Gonçalves, de 53 anos e natural de Freiriz, Vila Verde, mas desde jovem residente em Ramalde, Porto.

    Segundo um irmão da vítima, Rosa Gonçalves tinha ido 15 dias a Andorra expressamente para "cuidar" de uma das suas filhas, que acabara de dar à luz.

    A outra vítima é Adelino Sendão da Rocha, de 54 anos, natural de Santa Cruz do Lima, em Ponte de Lima, mas residente em Ponte da Barca.

    Um primo disse que Adelino Rocha trabalhava há perto de 30 anos em Andorra, onde vivia com a mulher e o filho.

    "Normalmente, vinham todos a Portugal em Agosto, mas desta vez o Adelino vinha sozinho, talvez para visitar o pai", disse aquele familiar.

    Com o choque da notícia, o pai de Adelino Rocha teve necessidade de internamento hospitalar.

    No acidente de sexta-feira, morreu também José Pinheiro Barreto, natural de Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo, 62 anos de idade e que era um dos dois condutores do autocarro sinistrado.

    José Barreto tinha-se reformado em Outubro, depois de mais de 40 anos ao volante, mas, entretanto, e segundo fonte familiar, aceitou o convite de um amigo para fazer um "biscate" a Andorra.

    Terá conduzido o autocarro apenas durante 20 minutos, depois de substituir o outro condutor.

    Na viatura seguiam 16 pessoas, tendo as restantes 13 ficado feridas.

    Segundo as informações fornecidas domingo pelo Hospital Arnau de Vilanova, sete dos feridos continuam internados, encontrando-se um deles na Unidade de Cuidados Intensivos em estado "muito grave" e os médicos temem pela sua vida.

    Quatro estão na área de traumatologia com ferimentos graves e outros dois na área de cirurgia com prognóstico reservado, segundo um comunicado do Hospital Arnau Vilanova de Lérida.

    Os polícias da região autónoma da Catalunha, mais conhecidos como Mossos d'Esquadra, estão a investigar as causas do acidente que teve lugar numa zona de curvas na estrada C-13.

    Na estrada ainda são visíveis alguns destroços do autocarro, que ficou destruído, e no asfalto são também patentes as marcas do acidente.

    As autoridades da Catalunha esperam remeter ainda hoje para as entidades judiciais os resultados da investigação ao acidente.

    Fontes policiais garantiram à Lusa que os investigadores já têm o depoimento dos acidentados e o exame do tacógrafo.

    Todas as hipóteses estão a ser analisadas, mas a que toma mais relevância para a investigação é a da eventual distracção do condutor e da possibilidade deste ter feito a curva com uma velocidade superior à recomendada.

    O porta-voz da polícia catalã desmentiu, entretanto, que o acidente tenha resultado de uma eventual má sinalização.

    Antes de entrar na curva, os sinais de trânsito indicam que o limite de velocidade é de 70 quilómetros por hora.

    O autocarro, que era novo e tinha matrícula portuguesa, fazia o trajecto Andorra-Portugal, transportando 14 passageiros e dois motoristas.

    Muitos dos ocupantes eram emigrantes que trabalhavam no principado de Andorra e que aproveitavam os feriados em Espanha para visitar Portugal.

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