"Drones" estão a tornar-se em ameaça "real" para a aviação comercial

"Drones" estão a tornar-se em ameaça "real" para a aviação comercial

 

Lusa/AO Online   Economia   15 de Fev de 2016, 06:33

Os drones civis estão a tornar-se uma "real e crescente" ameaça para a segurança da aviação comercial, advertiu hoje a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), instando à definição de regulamentação antes que ocorram acidentes.

O diretor-geral da IATA, Tony Tyler, afirmou que a ameaça que os aviões não tripulados representam está ainda a evoluir, por as pessoas terem ainda só começado a descobrir o potencial da tecnologia.

“Eu estou tão animado como vocês estão relativamente à ideia de ter uma pizza entregue por um ‘drone’”, disse Tony Tyler, durante uma conferência sobre aviação em Singapura, chamando a atenção, por outro lado, para o reverso da moeda.

“Não podemos permitir que sejam um obstáculo ou uma ameaça à segurança da aviação comercial”, sustentou, defendendo uma “abordagem avisada” relativamente à regulação e um “método pragmático” de aplicação da mesma para quem "não observar as regras e os regulamentos e colocar os outros em perigo”, frisou.

À medida que a utilização dos ‘drones’ se expande da esfera militar para a comercial até a fins puramente recreativos, os especialistas temem que os aparelhos – caso não sejam regulados – possam um dia colidir com uma aeronave comercial.

“A questão é real. Temos uma série de relatórios de pilotos relativamente a ‘drones’ que não estavam à espera de [os] encontrar, particularmente a baixas altitudes em torno dos aeroportos. (…) Não há como negar que existe uma ameaça real e crescente à segurança da aviação comercial”, causada pelos ‘drones’, afirmou Tyler.

Rob Eagles, um especialista em ‘drones’ da IATA, afirmou que o grupo não dispõe de números relativamente aos aviões não tripulados que existem em todo o mundo. Mas revelou que quando a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos ordenou o registo de ‘drones’ com um peso de até 25 quilogramas, no ano passado, foram contabilizados 300 mil só no primeiro mês (em dezembro), disse o mesmo responsável.

"Sendo os ‘drones’ com esse peso considerados pequenos, dá para ter uma ideia do número”, disse Rob Eagles à agência AFP na conferência, antecipando um aumento no alcance e do tamanho dos mesmos.

A principal preocupação da IATA prende-se com os ‘drones’ que voam a baixas altitudes perto dos aeroportos, que podem representar uma ameaça para os aviões que estão a descolar ou a aterrar, realçou Eagles.

Os reguladores da aviação também pretendem garantir que o espectro de rádio usado para controlar os ‘drones’ não interfere com os sistemas de controlo do tráfego aéreo, explicou.


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