Dormidas na hotelaria sobem 9,6% no 1.º semestre e proveitos crescem para 1,4 mil ME

Dormidas na hotelaria sobem 9,6% no 1.º semestre e proveitos crescem para 1,4 mil ME

 

Lusa/AO Online   Economia   14 de Ago de 2017, 12:46

As dormidas na hotelaria cresceram 9,6% no primeiro semestre, para 25,3 milhões, principalmente devido aos não residentes, com mais 11,6%, enquanto os proveitos subiram 18,9%, atingindo 1,4 mil milhões de euros, divulgou hoje o INE.

"No 1.º semestre de 2017 as dormidas de residentes aumentaram 4,3% e as de não residentes cresceram 11,6%", aponta o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em junho, a hotelaria registou 2,1 milhões de hóspedes e 5,9 milhões de dormidas, correspondendo a subidas de 8,5% e 8,0%, respetivamente (7,0% e 6,5% em maio).

O mercado interno recuou 0,2% em junho, interrompendo a tendência crescente (mais 3,8% em maio), enquanto os mercados externos aceleraram (11,2% face a 7,2% em maio), aponta o INE.

Os proveitos continuaram a aumentar, com um acréscimo de 18,3%, em nível semelhante ao do mês anterior (18,5%), tendo atingido 350,4 milhões de euros.

A estada média (2,89 noites) decresceu 0,5% e a taxa de ocupação-cama (61,3%) aumentou 3,8 pontos percentuais.

Os treze principais mercados emissores para Portugal representaram 86,1% das dormidas de não residentes e tiveram "resultados maioritariamente positivos", explica o INE.

O mercado britânico, que representa um quarto das dormidas de não residentes, cresceu 4,6% em junho, enquanto no período de janeiro a junho subiu 5,8%.

O número de turistas alemães (13,6% do total) a ficar nas unidades hoteleiras portuguesas voltou a crescer, aumentando 14,8% face a junho de 2016, uma variação menor que os 9% registados nos primeiros meses do ano.

As dormidas de hóspedes espanhóis (7% do total) aumentaram 3,8% em junho e 4,9% no primeiro semestre.

O mercado francês (9,6% do total) apresentou uma descida de 3,9%, mas cresceu de 4,4% de janeiro a junho.

O INE destaca os crescimentos apresentados em junho pelos mercados brasileiro (55%), americano (35%) e polaco (19%), países que também tiveram aumentos no primeiro semestre do ano.

Na análise por regiões, o INE dá conta de crescimento de dormidas em todas, em junho, mas realça o desempenho dos Açores, com mais 18,6%, e do centro, com mais 14%, embora o maior peso do Algarve, com 38,2%, e da Área Metropolitana de Lisboa, com 22,4%.

As dormidas de residentes desceram no Algarve, com menos 4,6%, e em Lisboa, com menos 1,7%, compensadas pelas subidas dos não residentes, nomeadamente no Algarve (8,6%, ou seja, 41% do total das dormidas de hóspedes vindos do estrangeiro).

Também no conjunto dos seis primeiros meses do ano, o comportamento dos Açores e do Centro é destacado com subidas semelhantes àquelas de junho.

A estada média (2,89 noites) reduziu-se 0,5% em junho, tal como em maio. No Algarve houve um aumento de 3%, enquanto o Alentejo foi a região que apresentou maior decréscimo (menos 2,6%).

Ainda nas receitas da hotelaria, o INE refere que todas as regiões apresentaram aumentos, com maior evidência nos Açores (27,8% nos proveitos totais) e no Centro (24,3%).

Os proveitos de aposento chegaram aos 258,3 milhões de euros, mais 20,3% do que em maio.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) foi 60,2 euros, refletindo um aumento de 19,4% em junho, valor semelhante àquele registado em maio, ascendendo Lisboa e Algarve a 82 euros e 68,6 euros, respetivamente.

Em junho, os parques de campismo registaram menos 3,6% de campistas, ficando nos 187,8 mil, que proporcionaram também menos dormidas (542,4 mil dormidas), principalmente devido à quebra de 6,3% do mercado interno (68,3% do total), não compensada pela subida de 2,8% dos estrangeiros.

As colónias de férias e pousadas da juventude registaram 33,1 mil hóspedes (menos 4,9%), e 62,4 mil dormidas (menos 2,2%), principalmente do mercado interno.

A Secretaria de Estado do Turismo, liderada por Ana Mendes Godinho, considerou hoje, em comunicado, que "estes são dados animadores e que consolidam a posição deste Governo face à importância de um crescimento sustentável do turismo".

Este crescimento "reflete-se em aumentos mais expressivos no valor gasto por cada turista do que no número de hóspedes, bem como no crescimento da atividade turística em todas as regiões", acrescenta o Governo.


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