Dormidas e proveitos da hotelaria aceleram em setembro e crescem 6,2% e 14,7%

Dormidas e proveitos da hotelaria aceleram em setembro e crescem 6,2% e 14,7%

 

Lusa/AO Online   Economia   13 de Nov de 2015, 10:30

A evolução homóloga das dormidas e os proveitos da hotelaria acelerou em setembro, com as primeiras a aumentarem 6,2% para 5,6 milhões, e os segundos a crescerem 14,7% para 296,8 milhões de euros, divulgou o INE.

 

Em agosto, a evolução homóloga destes dois indicadores tinha sido de 2,5% e de 10,0%, respetivamente.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), as dormidas de turistas provenientes do mercado interno aumentaram 5,0% em setembro (+0,6% no mês anterior), enquanto os mercados exteriores registaram um crescimento de 6,6% (+3,7% em agosto).

Quanto aos proveitos, se em termos totais cresceram “significativamente” - +14,7% para 296,8 milhões de euros - a evolução nos de aposento foi ainda maior, atingindo os 16,9% (+10,8% em agosto) para 217,3 milhões de euros.

Todas as regiões obtiveram aumentos dos proveitos, nomeadamente o Norte e os Açores, tendo a aceleração deste indicador face ao mês anterior sido transversal a todas as regiões.

Em setembro, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) aumentou “expressivamente” (+15,1%), correspondendo a 52,1 euros.

Já a estada média dos turistas manteve a tendência de queda e reduziu-se em 4,1% para 2,88 noites, e a taxa líquida de ocupação-cama (59,1%) aumentou 1,7 pontos percentuais (p.p.) face ao período homólogo, em linha com a tendência desde o início do ano.

Em setembro, o número de hóspedes evoluiu a um ritmo ainda superior ao das dormidas, com a hotelaria a registar um aumento de 10,7% nos hóspedes para 1,9 milhões (+5,2% do mês anterior), mantendo-se a tendência patente nos resultados acumulados de janeiro a setembro (+8,5% no número de hóspedes e +6,3% nas dormidas).

A evolução das dormidas foi “maioritariamente positiva" entre os vários tipos e categorias de estabelecimentos, com destaque para as pousadas (+11,1%), hotéis de uma ou duas estrelas (+11,0%) e os aldeamentos turísticos (+10,7%). Nos hotéis (65,4% do total) as dormidas aumentaram 7,2%, enquanto nos hotéis-apartamentos (+1,0%) se observaram decréscimos nas unidades de cinco, três e duas estrelas.

De acordo com o INE, os 10 principais mercados emissores representaram 80,8% das dormidas de não residentes no período (80,9% em setembro de 2014).

O mercado britânico, com uma quota de 26,9%, apresentou um aumento de 7,9% nas dormidas, em linha com o mês anterior (+7,5%) e com o acumulado de janeiro a setembro (+7,4%), enquanto as dormidas de hóspedes da Alemanha, correspondendo a 14,7% do total de não residentes, aumentaram 9,5% e desaceleraram relativamente a agosto (+13,0%), somando um aumento de 11,8% nos nove primeiros meses do ano.

Já os turistas de França suplantaram “largamente" o aumento de 2,0% em agosto (o mais baixo desde o início do ano), e cresceram 13,4% em dormidas em setembro, o que se traduziu num “aumento significativo” em termos de representatividade (9,2% em setembro de 2015 e 8,6% no mesmo mês de 2014).

Quanto ao mercado espanhol, reduziu o seu peso relativo (8,8% face a 9,3% em setembro de 2014), mas registou uma evolução positiva, ainda que pequena (+0,7%), verificando-se uma ligeira redução de 0,1% de janeiro a setembro, enquanto os EUA e a Itália apresentaram “aumentos significativos” tanto em setembro (+20,2% e +18,4%) como no acumulado dos nove meses (+16,6% e +20,1%).

O Brasil repetiu uma evolução negativa (-16,6% em setembro e -10,9% em agosto) e soma um aumento de apenas 0,6% nos três trimestres do ano.

Numa análise das dormidas por regiões, verificaram-se acréscimos em todas elas, com maior intensidade nos Açores (+19,2%), no Norte (+16,3%) e no Alentejo (+11,8%).

No Algarve observou-se um incremento de 3,1%, em contraste com -1,4% em agosto, tendo os principais destinos sido o Algarve (37,6%), Lisboa (23,1%), Norte (12,4%) e Madeira (11,7%).

O Algarve foi a região com maior procura por parte dos residentes, secundada pelo Norte e pelo Centro, que ultrapassou Lisboa, tendo os mercados externos sido “especialmente predominantes” na Madeira (89,2% das dormidas totais na região), em Lisboa (78,8%) e no Algarve (77,4%).

 


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