Donald Trump não acredita que a Rússia fez ataques infomáticos para ajudá-lo

Donald Trump não acredita que a Rússia fez ataques infomáticos para ajudá-lo

 

LUSA/AO Online   Internacional   11 de Dez de 2016, 20:50

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que não "acredita" nas conclusões da CIA de que a Rússia realizou ataques informáticos para ajudá-lo a vencer as eleições Presidenciais norte-americanas de 08 de novembro.

“Eu penso que é ridículo. É somente um pretexto. Eu não acredito”, declarou o milionário do Partido Republicano ao canal de televisão Fox. “Eu penso que os democratas estão a impulsionar este assunto porque sofreram uma das maiores derrotas na história dos Estados Unidos", disse Donald Trump, que venceu a candidata democrata Hillary Clinton nas eleições Presidenciais dos Estados Unidos a 08 de novembro. Donald Trump reagia às informações publicadas este fim de semana pelo jornal The Washington Post, em que a Agência Central de Inteligência (CIA, em inglês) concluiu que a Rússia interveio no processo eleitoral americano com o propósito expresso de ajudar o candidato republicano. “Se lerem esta informação, existe uma grande confusão, ninguém realmente sabe [o que aconteceu]. Poderia ser a Rússia, poderia ser a China, poderia ser alguém sentado numa cama em qualquer lugar", disse Donald Trump, acrescentando que "eles não sabem". O Presidente eleito contradiz, assim, as agências de inteligência norte-americanas, incluindo a CIA e o FBI (Escritório Federal de Investigação), que concluíram em outubro passado que foi a Rússia que lançou ataques informáticos contra o Partido Democrata. Donald Trump disse que quando chegar ao poder haverá "pessoas diferentes" à frente dessas agências de inteligência e disse que tem "grande respeito" por aqueles que já trabalham lá. Sobre a decisão do Presidente norte-americano, Barack Obama, de pedir uma revisão exaustiva dos ataques informáticos contra o processo eleitoral norte-americano, Donald Trump disse que é "uma boa ideia", mas que "não deve só se concentrar na Rússia, mas também em outros países e indivíduos”.

 

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