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Dois portugueses no Fringe Festival de Edimburgo

Lusa/AO online / Cultura e Social /

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Um dos principais eventos de artes mundiais, o Fringe Festival de Edimburgo, conta com a participação de dois jovens portugueses num musical criado, produzido e interpretado por recém-licenciados.
 

Entre os 2.695 espetáculos do programa que vão invadir os teatros, pubs, jardins e todo o tipo de espaços públicos está "The Picture House" [A Casa dos Filmes], que tem Tânia Azevedo como encenadora e protagonista e Filipe Carvalho como produtor.

Criado por um grupo de 16 jovens com menos de 24 anos da Academia de Artes do Teatro Mountview, em Londres, o musical foi escolhido após receber um prémio do jornal Scottish Daily Mail.

Minal Patel, co-fundador, juntamente com Tânia Azevedo, da companhia que entretanto fundaram, a 'Play Pen Productions', disse à agência Lusa que estão "incrivelmente excitados" com a experiência, após sete meses de árduo trabalho na montagem do espetáculo.

A atuação centra-se na história de amor de um casal que compra um cinema antigo no norte de Inglaterra durante a II Guerra Mundial, mas que é separado quando o Oscar é mobilizado para a frente de batalha.

Depois de terem recebido algumas boas críticas de profissionais da indústria, o desafio, admitiu, será "atrair multidões", já que há uma grande concorrência para conseguir público.

Uma ajuda adicional vai ser dada por Filipe Carvalho, produtor português que já esteve no festival no ano passado e que tem adquirido experiência nos últimos anos no meio teatral do Reino Unido, após concluir a licenciatura em Londres.

Amigo de Tânia, escutou um excertos recentemente e ficou convencido da qualidade e futuro do grupo.

"Como sempre gostei de estar envolvido em projectos dinâmicos e carismáticos, perguntei à Tânia se precisavam de um produtor, e foi assim que começou esta jornada como produtor do musical", contou à Lusa.

À partida tem uma vantagem porque, contou, "os musicais agora estão na moda, não só em Inglaterra como no mundo inteiro", o que o faz acreditar na venda de outros países, incluindo a Portugal.

Porém, muito vai depender das opiniões dos críticos de teatro, confiou Tânia Azevedo, numa entrevista anterior à Lusa.

"O pior que pode acontecer é as críticas serem muito más, porque as críticas que saem em Edimburgo têm alguma relevância e ficam para sempre", afirmou.

A consequência imediata seria as dificuldades acrescidas em apresentar o espetáculo numa outra sala ou em Londres.

Por outro lado, se correr mesmo bem, vincou, podem ganhar um dos muitos prémios atribuídos durante Fringe e conseguirem receitas de bilheteira que cobram os custos e financiem novas produções.

"The Picture House" vai ficar em cena até 18 de agosto, enquanto o festival decorre até 27 do mesmo mês.