Docentes das ilhas vão poder concorrer a escolas do continente em igualdade

Docentes das ilhas vão poder concorrer a escolas do continente em igualdade

 

Lusa/AO Online   Nacional   14 de Dez de 2016, 13:08

Os professores das ilhas vão poder concorrer às escolas em pé de igualdade com os docentes do continente, segundo uma proposta do Ministério da Educação divulgada hoje pelo Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE).

 

“Tivemos uma grande vitória que foi a possibilidade de os docentes das regiões autónomas poderem concorrer em circunstâncias de igualdade aos do continente”, revelou à Lusa a presidente do SIPE, Júlia Azevedo, no final da reunião com o Ministério da Educação (ME) para rever o regime de concurso de colocação de professores.

Segundo Júlia Azevedo, os docentes das regiões autónomas concorriam sempre em última prioridade mas hoje a equipa do ME apresentou uma nova proposta que acaba com essa desigualdade.

Apesar da boa notícia, a presidente da SIPE lamenta que não tenha havido qualquer evolução em relação às restantes propostas que tinham sido apresentadas na primeira ronda negocial com os sindicatos, que ocorreu a 30 de novembro.

A vinculação extraordinária para os professores com 20 anos de serviço e a manutenção da norma-travão são algumas das matérias que preocupam o sindicato que garante que “não vai abdicar” da sua posição.

À Lusa, a presidente da SIPE voltou a lembrar uma recomendação aprovada por todos os partidos na Assembleia da República há alguns anos para que se procedesse à vinculação extraordinária de todos os docentes com 10 anos de serviço.

Sobre a norma-travão, o ME mantem a proposta inicial de os docentes passarem a vincular ao fim de quatro contratos anuais, completos e sucessivos, em vez dos atuais cinco anos.

“Não vimos qualquer flexibilidade em acabar com a norma travão. Estávamos com esperança que a norma-travão desaparecesse do diploma de concursos pelas desigualdades que cria”, disse Júlia Azevedo.

A graduação profissional é outra das matérias em cima da mesa que preocupam o SIPE que defende que nos concursos de professores deve haver apenas uma prioridade que é, precisamente, a da graduação profissional, independentemente de serem docentes dos quadros de zona pedagógica, de agrupamento ou docentes que pretendem transitar dos grupos de recrutamento.

Representantes do SIPE regressam ao ME a 21 de dezembro e têm esperança de encontrar nas propostas do ministério “uma prenda de natal”: “Estamos em crer que as negociações vão chegar a bom porto mas, claro, se estas propostas básicas não avançarem admitimos avançar para a greve”, concluiu Júlia Azevedo.

A equipa do ME vai continuar a receber representantes de outras organizações sindicais, estando agendada para quinta-feira uma reunião com a Fenprof e na sexta-feira com a FNE.


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