DNA ajuda autoridades norte-americana a capturarem assassino em série dos anos 70

DNA ajuda autoridades norte-americana a capturarem assassino em série dos anos 70

 

Lusa/AO online   Internacional   26 de Abr de 2018, 09:45

As autoridades da Califórnia anunciaram a prisão de um homem suspeito de ser o "assassino do estado dourado", responsável por assassinatos e violações em massa na Califórnia nas décadas de 1970 e 1980.

"Na terça-feira, um mandado de detenção foi emitido” contra James DeAngelo, acusado de assassinato e violação, com circunstâncias agravantes, e identificado após 40 anos de pesquisa através de análise de DNA, anunciou a procuradora de Sacramento, Anne Marie Schubert, em conferência de imprensa.

Uma análise de DNA comparada nos últimos seis dias relacionou um ex-polícia a alguns dos crimes cometidos por um assassino em série californiano responsável por pelo menos 12 homicídios e 45 violações em todo o estado nos anos 70 e 80, informaram as autoridades na quarta-feira.

Joseph James DeAngelo, de 72 anos, que foi demitido do Departamento de Polícia de Auburn, foi preso depois de uma amostra de DNA seu ter coincidido com o do chamado “assassino do estado dourado” (“Golden State Killer”), disse Anne Marie Schubert.

As autoridades afirmaram que DeAngelo havia sido preso sob suspeita de ter cometido quatro assassinatos nos condados de Sacramento e Ventura e acabou acusado de dois homicídios no caso de Ventura.

"Sabíamos que estávamos a procurar uma agulha no palheiro, mas também sabíamos que a agulha estava lá", disse Schubert.

"Encontrámos a agulha no palheiro e estava bem aqui, em Sacramento", afirmou a procuradora, acrescentando: “A resposta esteve sempre no DNA".

Armado, o atacante mascarado dos anos 70 e 80 aterrorizou as comunidades, invadindo casas enquanto mulheres solteiras ou casais dormiam. Por vezes, amarrava o homem e empilhava pratos nas costas deste, violando depois a mulher, enquanto ameaçava matar os dois se os pratos caíssem.

Muitas vezes levou recordações das casas, principalmente moedas e joias das suas vítimas, que tinham entre 13 e 41 anos.

DeAngelo foi demitido do Departamento de Polícia de Auburn em 1979, depois de ter sido preso por roubar uma lata de repelente de cães e um martelo de uma farmácia, de acordo com artigos da época publicados no Auburn Journal.

O FBI diz que tinha uma equipa a reunir provas numa casa da região de Sacramento ligada a DeAngelo.

Jane Carson-Sandler, que foi sexualmente agredida na Califórnia em 1976 por um homem que se acredita ser o chamado “assassino do estado dourado, disse ter recebido uma mensagem de correio eletrónico de uma detetive aposentada que trabalhou no caso a informar que tinham identificado o violador e que este estaria sob custódia.

"Acabo de ficar alegre, em êxtase. É uma montanha-russa emocional agora", disse Carson-Sandler, que mora perto de Hilton Head, na Carolina do Sul, em entrevista por telefone à Associated Press.

"Sinto que estou no meio de um sonho e vou acordar e não vai ser verdade. É tão bom ter um encerramento [do caso] e saber que ele está preso", acrescentou.

Carson-Sandler foi atacada em sua casa, em Citrus Heights, na Califórnia.

Autoridades do FBI e da Califórnia retomaram em 2016 a sua busca pelo violador e anunciaram uma recompensa de 50 mil dólares caso este fosse preso e condenado. Ao assassino foram atribuídos mais de 175 crimes entre 1976 e 1986.

Como ele cometeu crimes em todo o estado, as autoridades identificavam-no por nomes diferentes: Foi apelidado de “violador da área este”, após o início destes crimes no norte da Califórnia; “violador da noite”, após uma série de assassinatos no sul da Califórnia; e também como “violador do nó de diamante”, por usar um elaborado método de ligação em duas das suas vítimas.

Mais recentemente, foi apelidado de “assassino do estado dourado”.

As autoridades decidiram divulgar o caso novamente em 2016, antes do 40.º aniversário do primeiro ataque conhecido, no condado de Sacramento.

O vizinho Kevin Tapia, de 36 anos, disse que quando era adolescente DeAngelo o acusou falsamente de atirar objetos pela cerca compartilhada, provocando uma troca acalorada entre DeAngelo e o pai de Tapia.

"Ninguém acha que vive ao lado de um ‘serial killer’", disse Tapia.

"Mas, ao mesmo tempo, ele era um tipo estranho. Manteve-se sempre sozinho. Quando você começa a pensar sobre isso, até imagina a fazer algo assim, mas eu nunca suspeitaria", acrescentou.



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