Dividas dos hospitais a fornecedores de medicamentos dispara 75% no espaço de um ano


 

Lusa/AO On line   Nacional   21 de Jun de 2010, 06:45

A dívida dos hospitais aos fornecedores de medicamentos ultrapassou os 851 milhões de euros em maio, tendo subido 75 por cento nos últimos desde maio do ano passado, de acordo com um relatório da indústria farmacêutica.

De acordo com o Estudo Mensal das Dívidas Hospitalares, elaborado mensalmente pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e a que a Agência Lusa teve acesso, o valor em dívida em maio subiu 75,1 por cento face ao mesmo mês de 2009, em que os hospitais deviam 486 milhões aos fornecedores de medicamentos.

A manter-se a tendência de crescimento da dívida, os hospitais vão dever à indústria farmacêutica cerca de mil milhões de euros em agosto e que os valores em falta duplicaram desde março do ano passado, mês em que estavam os valores em falta estavam sensivelmente nos 425 milhões de euros.

Da dívida total de 851 milhões de euros, a grande maioria (730 milhões) foi contraída pelos hospitais com gestão empresarial, enquanto os do Setor Público Administrativo são responsáveis por dívidas no valor de 121,5 milhões.

A maior parte da dívida dos hospitais (551,2 milhões de euros) diz respeito a compromissos assumidos pelos hospitais há mais de 90 dias, o que revela a dificuldade destas unidades de saúde em saldarem os compromissos dentro dos prazos estabelecidos pela União Europeia - três meses - e pelo Executivo, que previa uma redução do tempo que os hospitais demoram a pagar aos fornecedores.

Os prazos de pagamento são, aliás, outro dos aspetos negativos evidenciados pelo relatório da Apifarma. Nos primeiros cinco meses deste ano, o tempo que os hospitais demoram a pagar aos fornecedores aumentou todos os meses, pasando de 290 dias, em média, para 331, em maio, o que significa que, em média, os fornecedores de medicamentos demoram cerca de 11 meses para pagarem os medicamentos.


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