Distritais do PSD reclamam nova liderança até Março


 

Lusa/AO online   Nacional   10 de Fev de 2010, 05:35

Responsáveis de 13 Comissões Políticas Distritais do PSD reclamaram,  em Leiria, uma nova liderança do partido até ao fim do mês de março, sustentando que o PSD e o país precisam dela.

“Queremos uma liderança rápida, até ao fim do mês de março, e por eleições diretas”, afirmou o porta-voz da reunião, o presidente da Comissão Política Distrital de Leiria, Fernando Costa, no final do encontro, onde não estiveram representadas as Distritais de Beja, Bragança, Coimbra, Évora, Faro e Santarém.

Fernando Costa declarou que “o partido precisa de uma liderança credível, forte, quanto antes. Precisa o partido e precisa o país”.

“Queremos que seja nova não só em termos de tempo, mas também reforçada, credível e que dê uma esperança ao partido e, sobretudo, ao país”, reiterou.

O dirigente referiu que a preocupação é mais com o país do que “propriamente com o partido, sendo certo que o partido tem problemas para resolver internamente”.

“É altura de o PSD também resolver os seus problemas internos e aparecer perante o país com uma liderança forte, credível democrática e transparente”, para que “os militantes do partido tenham esperança na direção do partido e para que o país também tenha esperança” na “melhor liderança” do maior partido da oposição, disse Fernando Costa.

O presidente da Distrital de Leiria negou que a ausência de algumas Distritais, como já sucedeu na reunião anterior, neste encontro, que começou depois das 22:00 de terça feira e demorou cerca de duas horas e meia, possa significar uma fragilidade desta iniciativa.

“Alguns não vieram e justificaram. Outros entendem que o contributo que estamos a dar poderia ser dado em sede de Conselho Nacional”, assegurou.

Fernando Costa acrescentou que os presentes querem que o Conselho Nacional, que se realiza sexta feira e que classificou como decisivo, “seja o mais construtivo possível e o mais unânime nas suas decisões em relação àquilo que pensa a grande base do partido”.

Questionado perante a eventualidade da existência de mais candidatos à liderança do partido poder dividir ao invés de unir o partido, Fernando Costa respondeu: “Na minha opinião um candidato seria até pouco. Se aparecerem outros candidatos é salutar”.

O importante, defendeu, é que perante vários candidatos “todo o partido se una à volta de quem ganhar as eleições”.

Fernando Costa sustentou que perante a possibilidade das diretas se realizarem até fim de março, mês e meio para o debate de ideias é suficiente.

“Alguns [candidatos] já estão no terreno, outros que apareçam (…) são pessoas com relevância no partido, com ideias, com currículo, com história, e, portanto, os militantes conhecem-nos”, referiu, considerando dez dias suficientes para a campanha eleitoral.

Hoje, pelas 19:00, uma delegação destas Comissões Políticas Distritais reúne com a presidente do partido, Manuela Ferreira Leite, na sede do PSD.

 


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